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PF apreende espingarda registrada em nome de Bolsonaro no RS

PF apreende espingarda registrada em nome de Bolsonaro no RS

Arma foi encontrada em Cachoeirinha após homem procurar a corporação para entregar o equipamento

Polícia Federal apreendeu nesta quarta-feira, 8 de julho, uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A arma foi localizada na casa de um homem em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul.

Segundo a reportagem, o próprio morador procurou voluntariamente a PF para informar que estava com o armamento e que tinha interesse em entregá-lo. Como não havia possibilidade de regularizar o transporte da espingarda, agentes foram até o endereço para fazer o recolhimento.

Última arma pendente

A espingarda era a última arma vinculada ao ex-presidente que ainda não havia sido recolhida em cumprimento a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

A decisão determinou a apreensão de armas de fogo registradas em nome de Bolsonaro. A medida também revogou o Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador, conhecido como CAC, do ex-presidente.

Buscas na casa de Bolsonaro

No mesmo dia, a Polícia Federal fez buscas na casa de Bolsonaro. O mandado autorizava a procura por armas, munições, acessórios e documentos de registro. Nada foi encontrado no imóvel.

De acordo com Moraes, havia divergência entre a quantidade de armas registradas em nome do ex-presidente e o número de armamentos efetivamente entregues aos órgãos competentes. O ministro também afirmou que a permanência de armas sob posse de Bolsonaro seria incompatível com a prisão domiciliar.

Prisão domiciliar mantida

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde 24 de março. Na sexta-feira anterior à apreensão, Moraes decidiu manter a medida após o fim do prazo inicial de 90 dias.

A decisão sobre as armas ocorreu depois que uma pistola registrada em nome do ex-presidente foi apreendida em uma blitz no Distrito Federal.

Divergência sobre armamentos

A defesa de Bolsonaro havia informado que, das dez armas mencionadas inicialmente, duas já tinham sido entregues à Polícia Federal em 2023 por determinação do TCU, e outras oito estariam guardadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.

Depois, o Exército comunicou ao STF que não estava com duas das oito armas indicadas pela defesa. Segundo os militares, seis armas foram entregues à Polícia Federal. A defesa afirmou, então, que uma das armas restantes, a espingarda, estava em uma importadora no Rio Grande do Sul.

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