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PF conclui processo e recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro

PF conclui processo e recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro

Ex-deputado não retornou ao cargo de escrivão após perder o mandato; ato final depende do Ministério da Justiça

Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar aberto contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e recomendou sua demissão do cargo de escrivão por abandono de função. A medida ainda depende da assinatura do ato pelo Ministério da Justiça.

Eduardo mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Após perder o mandato de deputado federal, em dezembro daquele ano, ele deveria ter retornado ao posto que ocupava na Polícia Federal, mas não se reapresentou ao trabalho. A perda do mandato ocorreu após o acúmulo de faltas às sessões da Câmara.

Processo foi aberto após ausência

Eduardo ingressou na Polícia Federal por concurso público em 2010 e estava afastado para exercer o mandato parlamentar.

Com o encerramento de sua passagem pela Câmara dos Deputados, a corporação determinou o retorno às atividades de escrivão no Rio de Janeiro. Diante da ausência, o processo disciplinar foi instaurado no início de 2026 para analisar o possível abandono de cargo.

Durante a apuração, a Corregedoria da Polícia Federal também determinou a entrega da carteira funcional e da arma de fogo vinculadas ao cargo.

Com a conclusão do procedimento, o resultado será encaminhado ao Ministério da Justiça, responsável pela formalização da penalidade.

Ex-deputado vive nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos e afirma ser alvo de perseguição política. A mudança para o país ocorreu ainda durante o período em que exercia o mandato parlamentar.

Ele passou a acumular ausências depois do fim de uma licença concedida pela Câmara e teve o mandato declarado extinto em 18 de dezembro de 2025. Segundo registros da época, o então deputado havia faltado a mais de 80% das sessões realizadas naquele ano.

Eduardo foi condenado pelo STF

Além do processo administrativo na Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.

A condenação está relacionada à atuação desenvolvida nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e tentar interferir em processos judiciais.

A conclusão do processo disciplinar não representa, por si só, a publicação imediata da demissão. A exclusão do quadro funcional será efetivada após a assinatura e a publicação do ato administrativo competente.

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