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Seis trabalhadores são resgatados de trabalho análogo à escravidão em MS

Seis trabalhadores são resgatados de trabalho análogo à escravidão em MS

Vítimas foram encontradas em fazendas de Jardim e Corumbá durante força-tarefa que fiscalizou quatro propriedades no Estado

Fiscalizações realizadas em propriedades rurais de Jardim e Corumbá resultaram no resgate de seis trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em Mato Grosso do Sul.

Os casos foram identificados durante a Operação Resgate VI, força-tarefa nacional realizada no Estado entre 27 de julho e 30 de agosto. Ao todo, quatro propriedades rurais foram fiscalizadas em MS. Além de Jardim e Corumbá, equipes estiveram em imóveis de Campo Grande e Bela Vista, mas as denúncias nesses dois locais não foram confirmadas.

A operação reuniu órgãos de fiscalização e segurança para retirar trabalhadores de situações de exploração e buscar a regularização dos direitos trabalhistas.

Três trabalhadores foram encontrados em Jardim

Em uma fazenda de Jardim, três trabalhadores foram encontrados em condições consideradas análogas à escravidão.

Após o resgate, o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) realizou uma audiência com o proprietário da área para discutir a regularização da situação.

Foram firmados três acordos. O proprietário se comprometeu a registrar os trabalhadores, pagar valores referentes ao FGTS e às verbas rescisórias e adequar as condições de trabalho na propriedade.

Cada trabalhador também deverá receber indenização por danos morais. O empregador terá ainda de pagar uma indenização por dano moral coletivo em razão das irregularidades identificadas durante a fiscalização.

Outros três casos foram registrados em Corumbá

Em uma propriedade rural de Corumbá, outros três trabalhadores foram retirados de uma situação semelhante.

No dia 19 de agosto, o MPT-MS realizou uma audiência na Vara do Trabalho do município para tentar estabelecer um acordo com o empregador.

Naquele momento, não houve entendimento sobre as medidas de reparação. Posteriormente, porém, o representante jurídico do empregador procurou o Ministério Público do Trabalho e informou que havia interesse em buscar uma solução para os danos apontados.

Entre os pontos discutidos estão o pagamento de verbas rescisórias, FGTS e indenizações aos trabalhadores.

Vítimas foram encaminhadas à assistência social

O atendimento aos trabalhadores não terminou com a retirada das propriedades.

O MPT-MS encaminhou os nomes das vítimas às secretarias de Assistência Social de Jardim e Corumbá.

A medida busca facilitar o acesso a serviços públicos, assistência social e novas oportunidades de trabalho.

Segundo o MPT, esse acompanhamento é importante porque trabalhadores submetidos a situações de exploração podem permanecer em condições de vulnerabilidade mesmo depois do resgate.

Operação também teve ações em outras cidades

Além das fiscalizações realizadas em Jardim e Corumbá, a força-tarefa esteve em propriedades de Campo Grande e Bela Vista.

Nesses dois municípios, as denúncias que motivaram as diligências não foram confirmadas.

Em Mato Grosso do Sul, participaram da operação o MPT-MS, Ministério do Trabalho e Emprego, Polícia Federal, Polícia Militar Ambiental e Ministério Público da União.

Quase 500 trabalhadores foram resgatados no país

A Operação Resgate VI realizou 231 fiscalizações em todo o Brasil e resgatou 479 trabalhadores de condições análogas à escravidão.

A Região Sudeste concentrou a maior parte dos resgates, com 267 trabalhadores. Minas Gerais teve 208 casos.

No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul registrou o maior número, com seis trabalhadores resgatados. Mato Grosso teve dois e o Distrito Federal, um.

A operação é realizada desde 2021 e reúne diferentes órgãos para identificar situações de exploração, retirar trabalhadores dessas condições e buscar a garantia dos direitos previstos em lei.

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