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Homicídios sobem 7% em Campo Grande neste ano

Homicídios sobem 7% em Campo Grande neste ano

Dados da Sejusp mostram que a capital sul-mato-grossense já supera o total de assassinatos do mesmo período de 2024, com ocorrências distribuídas por diversos bairros e crimes de grande repercussão.

Campo Grande registra um aumento preocupante nos homicídios dolosos em 2025. Até o final de novembro, a capital de Mato Grosso do Sul contabilizou 121 assassinatos, superando os 113 casos registrados entre janeiro e novembro de 2024, segundo o painel de monitoramento criminal da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). O número equivale a um homicídio doloso a cada três dias, evidenciando a crescente violência na cidade.

A análise mensal da Sejusp revela que a curva de homicídios apresentou crescimento significativo desde o início do ano. Entre janeiro e maio, Campo Grande somou 71 homicídios, um aumento de 42% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esses dados indicam que 2025, no recorte analisado, tem sido mais violento do que 2024, com diversos episódios chocantes que chamaram a atenção da população e da imprensa.

Entre os crimes recentes que marcaram a rotina da cidade, destaca-se a execução de Everson Pereira de Melo, de 20 anos, no Parque do Lageado, em novembro. O jovem foi atingido por disparos na cabeça e nas costas na frente da namorada, após a arma do autor falhar no primeiro tiro. Apesar da tentativa de fuga, ele foi alcançado poucos metros adiante, evidenciando a brutalidade de algumas ações.

Outro caso que ganhou repercussão ocorreu em agosto no Bairro Nova Lima, quando Douglas Bragatto do Amaral, 34 anos, filho de policial civil aposentado, foi executado com mais de vinte tiros em frente a uma conveniência. O local já havia registrado confusões horas antes, envolvendo agressões e disparos, demonstrando o padrão de violência recorrente em determinados pontos da cidade.

Em setembro, a execução de José Eduardo Amarilha Misiano da Silva, 33 anos, em frente ao Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, chamou atenção pela precisão. Câmeras registraram dois atiradores esperando a vítima em uma emboscada que durou poucos segundos, reforçando o risco de crimes planejados e letais. De forma semelhante, no Maria Aparecida Pedrossian, Luan Felipe Pereira Santana, 24 anos, foi morto após ser atraído por seis suspeitos para um encontro que terminou em execução.

O Parque do Sol também registrou episódios de violência. Em 12 de novembro, Marco Aurélio de Oliveira foi morto com um tiro no rosto em frente a uma padaria. Moradores relataram que disparos são comuns à noite, e que outras tentativas de execução já haviam ocorrido na região, mostrando que a criminalidade não é um problema isolado, mas sim recorrente em várias áreas da cidade.

O mapeamento dos homicídios de 2025 indica que a violência letal não se concentra em um único bairro. Áreas como Nova Lima, Lageado, Parque do Sol, Nasser, Los Angeles, Guanandi, Tarumã e Pedrossian registram grande parte dos casos, incluindo emboscadas, execuções rápidas e brigas que terminam em tiros. O padrão evidencia uma diversidade de situações que contribuem para o aumento do número total de assassinatos.

O crescimento nos homicídios reflete desafios complexos para as autoridades de segurança pública. Apesar das ações preventivas, o aumento de 7% em relação ao mesmo período de 2024 evidencia a necessidade de estratégias mais efetivas de policiamento, inteligência e integração comunitária.

Com o ano ainda em andamento, os números de dezembro definirão se Campo Grande encerrará 2025 com mais homicídios dolosos do que o total registrado no ano anterior. Até o momento, o monitoramento da Sejusp indica que a capital já supera o registro do ano passado, reforçando a urgência de medidas de prevenção e controle da violência.

O aumento dos homicídios dolosos em Campo Grande coloca em evidência a importância de políticas públicas voltadas à segurança, ao mesmo tempo em que alerta a população sobre os riscos que permanecem presentes em diversos bairros da cidade.

Autoria: Sarah Pacini

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