Com 13,1 km de extensão e investimento de R$ 574 milhões, obra avança em pilares, vigas e pré-lajes; passarela terá 35 metros de altura e facilitará integração logística entre os países.

A ponte internacional da Rota Bioceânica, localizada sobre o Rio Paraguai, alcançou 84% de conclusão, aproximando-se do estágio final da obra que promete reforçar a integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Durante vistoria técnica realizada no sábado (22), engenheiros e autoridades puderam dimensionar a grandiosidade da passarela, que se tornará um marco de infraestrutura regional e um importante corredor de transporte e comércio internacional.
O projeto inclui um trecho de 13,1 km, que conecta a BR-267 à cabeceira da futura ponte em Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, com um investimento de R$ 574 milhões. A execução está a cargo do Consórcio PDC Fronteira, formado pelas empresas Caiapó, DP Barros e Paulitec, responsáveis por conduzir todas as etapas da obra com foco em qualidade, segurança e cumprimento de prazos.
Atualmente, do lado brasileiro, os trabalhos concentram-se na construção de pilares de concreto, instalação de vigas verticais e horizontais e lançamento das pré-lajes que formarão os viadutos de acesso à ponte. O avanço da estrutura central, que terá 350 metros de vão sobre o Rio Paraguai, já atingiu 188 metros, demonstrando o ritmo acelerado da obra e a complexidade de engenharia envolvida.
A futura passarela terá 21 metros de largura e ficará 35 metros acima da calha do rio, garantindo segurança e permitindo a passagem de veículos de grande porte, essenciais para o transporte de cargas entre os países conectados. A extensão total da ponte será de 1.300 metros, consolidando-a como um dos principais eixos logísticos da região, facilitando o comércio internacional e a mobilidade de pessoas e mercadorias.
A construção da ponte faz parte de um esforço maior de integração da Rota Bioceânica, corredor que conecta o Atlântico ao Pacífico e fortalece a economia local e regional. Além de reduzir distâncias e custos logísticos, a obra deve impulsionar investimentos em infraestrutura, turismo e desenvolvimento urbano, beneficiando diretamente cidades do entorno e ampliando o alcance do comércio transfronteiriço.
Especialistas destacam que a conclusão da ponte trará impactos positivos não apenas na logística, mas também na segurança viária e na competitividade econômica da região. A integração entre os países vizinhos facilitará exportações, importações e transporte de commodities, ao mesmo tempo em que fortalece laços culturais e sociais entre as comunidades locais.
O projeto da ponte Bioceânica simboliza também um avanço tecnológico e de engenharia no Brasil. A complexidade do vão central sobre o Rio Paraguai exigiu planejamento detalhado e soluções estruturais avançadas, garantindo estabilidade, durabilidade e eficiência da construção. As equipes continuam monitorando cada etapa, desde a instalação das vigas até o lançamento das pré-lajes, seguindo padrões internacionais de segurança e qualidade.
Com a conclusão prevista para os próximos meses, a ponte da Rota Bioceânica se tornará um marco estratégico na região Centro-Oeste do Brasil e um elo fundamental no corredor que liga os oceanos Atlântico e Pacífico, beneficiando tanto o transporte de cargas quanto o turismo e o comércio entre os quatro países envolvidos.
O avanço da obra já desperta expectativa em investidores e comerciantes, que veem na estrutura a oportunidade de reduzir distâncias, otimizar processos logísticos e aumentar a competitividade da região. Para a população local, a ponte representa progresso, geração de empregos e uma promessa de maior integração com países vizinhos, consolidando Campo Grande e Porto Murtinho como pontos estratégicos de conexão internacional.
A Ponte Bioceânica é, portanto, um exemplo de investimento em infraestrutura que alia desenvolvimento econômico, inovação tecnológica e integração regional, destacando o papel do Mato Grosso do Sul como ponto de conexão entre importantes mercados da América do Sul.
Autoria: Sarah Pacini
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