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Alfredo Gaspar oferece DNA à PGR após acusação de Soraya

Alfredo Gaspar oferece DNA à PGR após acusação de Soraya

Vice de Flávio Bolsonaro nega envolvimento em suposto estupro de vulnerável e pede comparação genética para contestar denúncia

Deputado federal Alfredo Gaspar, escolhido como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, colocou seu material genético à disposição da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal nesta quinta-feira (6).

A iniciativa foi apresentada pela defesa como uma tentativa de contestar uma acusação de estupro de vulnerável levada às autoridades pela senadora Soraya Thronicke e pelo deputado Lindbergh Farias.

Gaspar nega o crime e afirma que um exame de DNA poderá esclarecer se ele é o pai da criança citada na denúncia. A existência da acusação não representa confirmação dos fatos nem condenação do parlamentar.

Parlamentares enviaram informações à PF

Soraya e Lindbergh sustentam que uma adolescente de 13 anos teria engravidado após um suposto crime ocorrido cerca de oito anos atrás.

Segundo os parlamentares, conversas e outros elementos foram encaminhados sob sigilo à Polícia Federal. O conteúdo integral do material não foi divulgado publicamente.

A acusação apareceu durante os trabalhos da comissão parlamentar que investigou fraudes no INSS, na qual Alfredo Gaspar atuou como relator. Soraya também integrou o colegiado.

Gaspar diz que caso envolve um primo

Alfredo Gaspar afirma que a acusação resulta de uma confusão com um episódio envolvendo um primo.

Segundo a versão apresentada pelo deputado, os casos mencionados possuem pessoas e datas diferentes. Ele também divulgou um vídeo de uma jovem que nega a história atribuída ao parlamentar.

O deputado declarou que pretende realizar a comparação genética o mais rapidamente possível. “A gente quer ir às últimas consequências, a gente quer já fazer o DNA e acabar com essa conversa”, afirmou.

Um exame que descarte a paternidade, isoladamente, não necessariamente esclarece todas as circunstâncias de uma denúncia criminal. O resultado precisará ser analisado em conjunto com os demais elementos reunidos pelas autoridades.

Defesa fala em apuração preliminar

A equipe jurídica de Gaspar afirma que a PGR ainda não abriu um inquérito formal e mantém uma apuração preliminar sobre o material encaminhado.

Não houve divulgação oficial de denúncia apresentada pelo Ministério Público, indiciamento ou abertura de ação penal contra o deputado relacionada ao caso até esta quinta-feira.

A ausência de processo formal neste momento não impede a realização de diligências pelas autoridades para verificar a procedência das informações.

Deputado apresentou medidas contra acusadores

Gaspar também adotou medidas judiciais contra os parlamentares responsáveis pelas acusações.

O deputado apresentou queixa-crime por calúnia e solicitou investigações por possíveis crimes de denunciação caluniosa e coação.

Ele já havia acionado a PGR após as declarações feitas durante a comissão do INSS, alegando que as afirmações eram falsas e tinham como objetivo atingir sua reputação.

Soraya diz que documento trata de outro caso

Soraya Thronicke sustenta que o material divulgado por Alfredo Gaspar se refere a um episódio diferente daquele encaminhado à Polícia Federal.

Na avaliação da senadora, o vídeo e os documentos apresentados pelo deputado não respondem ao conteúdo da acusação sob análise.

As duas versões deverão ser confrontadas pelas autoridades responsáveis pela apuração.

STF pede mais informações à senadora

Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que Soraya apresente informações adicionais sobre a acusação atribuída ao candidato a vice.

O pedido não representa uma conclusão sobre a veracidade da denúncia. A medida busca reunir elementos para avaliar o caso e definir os próximos passos.

Alfredo Gaspar é deputado federal por Alagoas e foi anunciado na quarta-feira (5) como vice de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

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