Uso é indicado apenas para pacientes de 10 a 17 anos com controle inadequado da doença
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do medicamento Mounjaro para crianças e adolescentes de 10 a 17 anos com diabetes tipo 2 no Brasil. A liberação, anunciada nesta semana, amplia as opções de tratamento para esse público, mas com indicação restrita e sob prescrição médica.
O uso é recomendado apenas para pacientes que não conseguem controlar a doença adequadamente com outros medicamentos.
Quando o uso é indicado
A nova indicação não inclui tratamento para obesidade. Apesar de muitas vezes estarem associadas, a autorização é específica para diabetes tipo 2.
Especialistas destacam que o medicamento deve ser utilizado somente em casos avaliados por médicos, levando em conta a resposta a tratamentos anteriores.
Como o medicamento atua
O Mounjaro age em dois hormônios ligados ao controle da glicose: GLP-1 e GIP. Esse mecanismo amplia o efeito no controle do açúcar no sangue em comparação a outras opções já disponíveis.
Estudos que embasaram a aprovação apontaram melhora nos níveis de glicose após semanas de uso, além de impacto no peso corporal.
Crescimento de casos entre jovens
O avanço do diabetes tipo 2 entre crianças e adolescentes tem preocupado especialistas. Dados indicam aumento relacionado a fatores como excesso de peso, sedentarismo e mudanças no estilo de vida.
Hoje, milhares de jovens convivem com a doença no país, o que reforça a necessidade de novas estratégias de tratamento.
Alerta sobre uso inadequado
A aprovação também acende alerta sobre o uso indevido do medicamento, especialmente fora das indicações médicas.
Especialistas ressaltam que o uso sem necessidade pode trazer efeitos colaterais, como náuseas e desconfortos, além de riscos à saúde física e mental.
Importância do acompanhamento
O tratamento em jovens deve ser acompanhado por profissionais de saúde, considerando possíveis impactos no crescimento e no comportamento alimentar.
A recomendação é que decisões sobre o uso do medicamento sejam sempre feitas com orientação médica, dentro de um plano de cuidado mais amplo.


