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Aprovação de Lula cai para 41% em pesquisa Quaest

Aprovação de Lula cai para 41% em pesquisa Quaest

Levantamento da pesquisa Genial/Quaest revela que a aprovação do governo Lula caiu para 41%, enquanto a desaprovação aumentou para 56%. A análise inclui dados por região, gênero, idade, escolaridade, renda, religião e raça.

Uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), mostra um cenário de queda na aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o levantamento, 56% dos brasileiros desaprovam o governo, enquanto 41% o aprovam, com uma diferença de 15 pontos percentuais entre as duas opiniões. Outros 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam à pergunta. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

Queda na Aprovação e Aumento na Desaprovação

Em comparação com a pesquisa anterior, de janeiro de 2025, a aprovação do governo Lula caiu de 47% para 41%, enquanto a desaprovação aumentou de 49% para 56%. Esses números indicam uma mudança significativa na percepção dos brasileiros em relação ao governo federal nos últimos meses, refletindo, possivelmente, as dificuldades econômicas e políticas enfrentadas pelo país.

Desaprovação por Região

Quando analisada por região, a desaprovação ao governo Lula varia de forma notável. O levantamento revela que as maiores taxas de desaprovação estão no Sudeste e no Sul, onde a oposição política ao presidente tem maior base. No entanto, no Norte e no Nordeste, a desaprovação também é significativa, embora um pouco menor, refletindo a base de apoio tradicional de Lula na região.

Desaprovação por Gênero e Idade

A pesquisa também mostrou diferenças marcantes na desaprovação conforme o gênero e a faixa etária. Entre os homens, a desaprovação ao governo é ligeiramente mais alta (58%) do que entre as mulheres (53%). Em relação à faixa etária, a desaprovação é mais pronunciada entre os jovens de 16 a 24 anos, com uma taxa de 63%, e diminui conforme a idade aumenta, com os entrevistados acima de 60 anos apresentando uma taxa de desaprovação de 50%.

Desaprovação por Nível de Escolaridade e Renda

A pesquisa revela que a desaprovação ao governo Lula também se distribui de maneira desigual de acordo com o nível de escolaridade e a faixa de renda. Entre os entrevistados com menor escolaridade (ensino fundamental), a desaprovação é menos acentuada (52%), enquanto, entre os com ensino superior, esse número aumenta para 60%. Isso pode indicar que a percepção sobre o governo tende a ser mais negativa entre os eleitores mais escolarizados, possivelmente devido às expectativas em relação às promessas de mudanças estruturais.

No aspecto da renda, a desaprovação ao governo também varia significativamente. Entre os entrevistados com renda familiar abaixo de um salário mínimo, a desaprovação é de 53%, enquanto entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, o índice chega a 65%, refletindo uma possível insatisfação entre os segmentos de maior poder aquisitivo, que podem estar mais sensíveis a questões como a inflação e a carga tributária.

Desaprovação por Religião e Raça

A pesquisa também analisou a desaprovação do governo Lula conforme a religião e a raça dos entrevistados. Entre os evangélicos, a desaprovação é significativamente mais alta, alcançando 62%, um reflexo da crescente oposição entre esse segmento religioso ao governo. Já entre os católicos, a desaprovação é um pouco mais moderada, atingindo 52%.

No que diz respeito à raça, a pesquisa aponta uma diferença na desaprovação entre brancos e negros. A desaprovação é mais alta entre os brancos (58%), enquanto entre os negros o índice é de 53%. Isso sugere que a base de apoio de Lula, historicamente mais forte entre a população negra, tem mostrado sinais de insatisfação com as atuais condições do governo.

O Que Esperar para os Próximos Meses?

Com a crescente desaprovação, o governo Lula enfrentará desafios adicionais nos próximos meses, especialmente à medida que as questões econômicas e políticas continuam a afetar a população. A queda na aprovação pode impactar a relação do presidente com os parlamentares e as eleições de 2026, tornando o cenário político ainda mais imprevisível.

Embora a pesquisa mostre uma queda generalizada na aprovação, a análise detalhada por segmentos revela que o governo ainda conta com uma base de apoio sólida, especialmente entre os mais pobres e os negros, mas terá que enfrentar uma crescente resistência entre as classes médias e altas, além de uma frustração crescente nas regiões onde o apoio sempre foi mais volátil.

O governo terá que implementar ações concretas para reverter essa tendência negativa, especialmente em áreas como a recuperação econômica, combate à inflação e questões relacionadas à educação e saúde. O sucesso ou fracasso dessas políticas pode ser decisivo para o futuro político de Lula e do seu partido nas próximas eleições.

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Autoria: Sarah Pacini

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