Botafogo voltou a ser punido pela Fifa e está impedido de registrar novos jogadores por três janelas de transferências. A sanção foi aplicada devido ao não pagamento na contratação do atacante Rwan Cruz, adquirido junto ao Ludogorets, da Bulgária.
O jogador chegou ao clube carioca em 2025 por 8 milhões de euros, cerca de R$ 48,3 milhões na cotação da época. Durante sua passagem, disputou 14 partidas e marcou dois gols. Depois, foi emprestado ao Real Salt Lake, dos Estados Unidos, e acabou retornando ao clube búlgaro.
Nova punição e cenário financeiro
A penalidade já havia sido sinalizada internamente. Em reunião realizada na segunda-feira (20), o dono da SAF do Botafogo, John Textor, alertou sobre o risco da sanção e cobrou soluções dos demais acionistas. Ele também mencionou um aporte de R$ 125 milhões no clube.
Além da decisão da Fifa, o Botafogo já enfrenta outra restrição. A Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) impôs uma punição que impede o registro de atletas na CBF por seis meses, também por falta de pagamento de compromissos.
Histórico de problemas
Em nota, o clube reconheceu a possibilidade de novas sanções. Isso ocorre porque há outras pendências financeiras em aberto, que ainda podem gerar punições semelhantes.
O Botafogo já havia passado por situação parecida em negociação com o Atlanta United, na transferência de Thiago Almada. Na ocasião, mesmo com contratações feitas, o clube não conseguiu registrar jogadores por meses.
Impacto no elenco
Com o novo transfer ban, o clube fica limitado no mercado e não poderá inscrever reforços até que a situação seja regularizada ou a punição seja cumprida. O cenário aumenta a pressão interna para solução das dívidas e reorganização financeira.


