Subir a bandeira e cantar o hino em dias de jogo é fácil; desafio é valorizar o país durante todo o ano
Por: Wagner
A polêmica envolvendo a execução do Hino Nacional no Maracanã trouxe uma reflexão importante: será que os brasileiros realmente amam seu país ou apenas sua seleção de futebol?
Durante a Copa do Mundo, as ruas ficam verdes e amarelas, as bandeiras aparecem nas janelas e o hino é cantado com emoção. Mas, terminado o torneio, para onde vai todo esse patriotismo?
Quantos brasileiros conhecem a letra completa do Hino Nacional? Quantas crianças sabem cantá-lo? Por que nossas escolas deixaram de valorizar momentos que ajudavam as novas gerações a conhecer a história e os símbolos do país?
Em muitas nações desenvolvidas, a bandeira nacional está presente no cotidiano, e o respeito aos símbolos patrióticos faz parte da formação dos cidadãos desde cedo. Não porque seus países sejam perfeitos, mas porque entendem que o sentimento de pertencimento fortalece a sociedade.
E no Brasil?
Será que a falta de interesse pela vida pública, o descuido com o patrimônio coletivo, a corrupção e a crescente divisão social também não refletem uma população cada vez menos conectada com sua identidade nacional?
Patriotismo não é vestir a camisa da seleção a cada quatro anos. É conhecer a própria história. É respeitar a bandeira. É valorizar a educação. É cuidar daquilo que pertence a todos.
Talvez seja hora de refletirmos se nosso patriotismo está realmente voltado para o Brasil ou apenas para a seleção brasileira. Afinal, uma nação forte não se constrói apenas com títulos mundiais. Constrói-se com cidadãos que conhecem sua história, respeitam seus símbolos e carregam o orgulho de ser brasileiro durante os 365 dias do ano, e não apenas durante os 90 minutos de uma partida.


