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Colheita de milho em chega a 97% no estado

Colheita de milho em chega a 97% no estado

Com a produtividade em alta, produtores de MS comercializam mais de metade da safra, com preço de R$ 51 por saca; crescimento de 68% em relação ao ano passado

A colheita do milho da segunda safra 2024/2025 em Mato Grosso do Sul atingiu 97,1% da área cultivada até o início de setembro, com 14,226 milhões de toneladas de produção projetadas. O resultado, divulgado pela Aprosoja (Associação de Produtores de Soja), revela uma produtividade média de 112,7 sacas por hectare, o que representa um aumento impressionante de 68,1% em comparação ao ciclo anterior.

Desafios Climáticos e Impacto no Plantio

A safra de milho deste ano foi marcada por uma série de eventos climáticos que impactaram o desempenho das lavouras. O ciclo de semeadura, que ocorreu principalmente entre fevereiro e março, contou com a ajuda de chuvas em abril, que favoreceram o desenvolvimento das plantas. No entanto, geadas em junho afetaram aproximadamente 35 mil hectares no centro e sul do estado, causando perdas de até 30% nas lavouras. Além disso, ventanias em julho derrubaram plantas em 14 mil hectares, resultando em prejuízos estimados entre 20% e 40%.

Apesar desses desafios, a colheita segue a todo vapor, com destaque para a região norte do estado, que já alcançou 98,5% da área colhida. O centro e o sul do estado também estão próximos de concluir a colheita, com 97,5% e 96,7% da área respectiva já processada. No total, 70,5% da semeadura foi realizada entre fevereiro e março, uma janela considerada ideal para o cultivo do milho.

O Mercado e a Comercialização da Safra

No mercado, o preço da saca de 60 quilos do milho alcançou R$ 51,00 em 8 de setembro, um valor estável em relação à última semana. Até o momento, 54% da safra já foi comercializada, o que representa um avanço de 13 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024. Esse ritmo de vendas é um reflexo da boa produtividade e da demanda constante por milho, especialmente para o mercado interno e externo.

O preço favorável e a produtividade alta são fatores que têm motivado os produtores a avançar nas negociações. De acordo com o boletim da Aprosoja, a área cultivada com milho corresponde a 46% da área dedicada à soja, uma diminuição em relação aos 75% registrados em safras anteriores. A redução no plantio de milho reflete principalmente os custos elevados e os riscos climáticos associados à produção, levando os produtores a diversificar mais suas lavouras.

Municípios em Destaque

Entre os municípios que se destacaram pela alta produtividade, Chapadão do Sul lidera com uma média de 173,3 sacas por hectare, seguido por Alcinópolis (160 sacas por hectare) e Sonora (152,5 sacas por hectare). Esses resultados são reflexo de condições climáticas favoráveis e práticas de manejo eficientes.

Por outro lado, municípios como Nova Andradina e Aquidauana registraram médias bem abaixo da média estadual, com 31 e 19,1 sacas por hectare, respectivamente. Esses números indicam que a produção em algumas regiões foi fortemente impactada por eventos climáticos adversos, como as geadas e ventanias.

Condições das Lavouras

A classificação das lavouras no estado também revela uma distribuição desigual entre as regiões. No total, 78,1% das lavouras são classificadas como boas, enquanto 15,3% estão em condições regulares e 6,6% são avaliadas como ruins. O Nordeste do estado se destaca com 93% das lavouras em boas condições, enquanto no Sul-Fronteira, a situação é mais crítica, com 18,5% da área considerada ruim.

Esses dados refletem as diferenças nas condições climáticas e os impactos locais dos eventos extremos, como as geadas e ventanias. Em agosto, as chuvas ficaram abaixo da média histórica em 43 dos 55 pontos monitorados, com exceção de Mundo Novo, que registrou um desvio positivo de 36%, o que beneficiou as lavouras daquela região.

Perspectivas para a Safra

Com a colheita praticamente concluída, o estado de Mato Grosso do Sul comemora o aumento na produção de milho e os avanços na comercialização. A previsão é de que o estado se mantenha como um dos maiores produtores de milho do país, destacando-se pela sua competitividade no mercado agrícola nacional e internacional.

Ainda assim, os produtores continuam atentos aos desafios climáticos, que podem afetar a próxima safra e, consequentemente, os preços e a demanda. A diversificação do cultivo e o investimento em tecnologias de manejo e irrigação são apontados como caminhos para mitigar os impactos do clima e garantir a continuidade da produção de alimentos no estado.

A colheita do milho em Mato Grosso do Sul é um exemplo de superação diante das adversidades climáticas. Com a produtividade em alta e as perspectivas de boas vendas, o estado segue se consolidando como um dos maiores polos agrícolas do Brasil. No entanto, os produtores sabem que é fundamental continuar se adaptando às mudanças climáticas e aos desafios do mercado para garantir que a agricultura continue sendo um pilar da economia estadual.

Autoria: Sarah Pacini

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