Temperaturas elevadas e chuvas frequentes tornam a cidade mais propensa a acidentes; especialistas oferecem orientações de prevenção.

Com a chegada do calor e das chuvas, Campo Grande enfrenta um aumento significativo nos acidentes com escorpiões, um problema recorrente nos meses de janeiro a abril. Em 2024, o município registrou 1.359 casos de picadas, sem óbitos, mas com regiões como Anhanduizinho e Lagoa sendo as mais afetadas. O período de férias escolares e o clima quente e úmido contribuem para a maior movimentação desses animais peçonhentos.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) alerta para a importância de tomar medidas preventivas, como a limpeza e organização dos ambientes, para evitar a presença de escorpiões nas residências. A médica veterinária Claudia Macedo destaca a necessidade de vedar ralos e frestas, além de eliminar possíveis esconderijos, como entulhos e restos de lixo.
Em caso de picada, o primeiro passo é lavar o local com água e sabão e procurar atendimento médico imediato. O médico Bruno Casal orienta que é essencial observar os sinais de inchaço, dor ou vermelhidão. Caso o quadro seja grave, a pessoa deve ser encaminhada a um hospital especializado para a aplicação do soro antiescorpiônico.
A Vigilância em Saúde também reforça a importância de manter os quintais limpos e evitar acúmulos de entulhos. Além disso, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) oferece serviços de desinsetização e orientações à população para prevenir e combater a infestação de escorpiões.
Para conferir informações de qualidade sobre saúde pública, acesse o Portal E-Brasil.
Autoria: Sarah Pacini

