O ambiente financeiro internacional amanheceu sob forte apetite por cautela nesta terça-feira. Os contratos futuros negociados em Nova York operam no campo negativo, arrastados pelo desentusiasmo com o setor de tecnologia e pelas incertezas que cercam a aproximação das eleições de meio de mandato nas redes políticas norte-americanas.
Pressão no setor de tecnologia e quadro político nos EUA
O movimento de desvalorização entre as grandes companhias de tecnologia ganhou força após a divulgação dos números da Apple. As ações da gigante recuaram 2% no mercado estendido depois que a empresa apresentou estimativas de margem de lucro abaixo do esperado pelos analistas de Wall Street, somadas a vendas do iPad no quarto trimestre fiscal que não atingiram as projeções.
Paralelamente, o ambiente político adiciona volatilidade às negociações. O Partido Republicano, liderado pelo presidente Donald Trump, busca manter a maioria no Congresso dos Estados Unidos. Enquanto a oposição democrata aparece à frente para recuperar a Câmara dos Representantes, a disputa pelo Senado segue acirrada. No entanto, plataformas de previsão como Polymarket e Kalshi já apontam chances de 77% e 76%, respectivamente, de uma virada democrata também na alta casa legislativa.
Aguardando indicadores econômicos
Além do cenário eleitoral, os agentes econômicos ajustam suas posições à espera do relatório JOLTS, referente às vagas de emprego e rotatividade de mão de obra de setembro, além dos números atualizados sobre as encomendas à indústria nos Estados Unidos.
No pré-mercado de Wall Street, os principais índices apresentam os seguintes desempenhos:
– Dow Jones Futuro: -0,50%
– S&P 500 Futuro: -0,17%
– Nasdaq Futuro: +0,03%
Desempenho dos mercados internacionais
Bolsas europeias em movimento de baixa
Na Europa, o clima de aversão ao risco é generalizado. A desconfiança quanto à saúde financeira global das empresas de tecnologia estendeu perdas por toda a região:
– STOXX 600: -0,73%
– DAX (Alemanha): -0,89%
– FTSE 100 (Reino Unido): -0,40%
– CAC 40 (França): -0,54%
– FTSE MIB (Itália): -0,98%
Ásia-Pacífico e decisão sobre juros
O encerramento dos negócios no continente asiático registrou tom predominantemente negativo, puxado pela fraqueza das companhias de tecnologia localizadas na Coreia do Sul e em Taiwan. Os mercados no Japão não operaram devido a um feriado local.
Na Oceania, o Banco Central da Austrália optou por elevar a taxa básica de juros em 25 pontos-base, subindo o indicador para 4,85%, o maior patamar registrado desde novembro de 2008. Veja o fechamento dos índices da região:
– Shanghai SE (China): -0,82%
– Nikkei (Japão): Fechado por feriado
– Hang Seng (Hong Kong): +0,57%
– Nifty 50 (Índia): +1,24%
– ASX 200 (Austrália): +0,34%
Commodities e criptomoedas
O mercado de energia registra forte alta nos preços do barril de petróleo. O impulso veio após a confirmação de uma ofensiva militar dos Estados Unidos contra a ilha de Qeshm, pertencente ao Irã, intensificando o temor de ampliação do conflito geopolítico que se desenrola há oito meses.
O Petróleo WTI avança 1,57%, cotado a US$ 97,97 o barril, enquanto o Petróleo Brent sobe 1,73%, negociado a US$ 106,58.
Por outro lado, as cotações do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian fecharam em queda de 0,74%, a 671,00 iuanes (equivalente a US$ 100,93), pressionadas pela ampliação do fornecimento global e pela fraca demanda da indústria siderúrgica da China.
No segmento dos ativos digitais, o Bitcoin (BTC) opera com ligeira desvalorização de 0,40% nas últimas 24 horas, cotado na casa dos US$ 76.480,60.
Fonte: InfoMoney
