Lateral relembra trauma contra a Argentina no Catar e aposta em evolução da Oranje para buscar taça inédita
Denzel Dumfries carrega até hoje as marcas da eliminação da Holanda para a Argentina na Copa do Mundo do Catar, em 2022. Quase quatro anos depois daquele duelo decidido nos pênaltis, o lateral da Inter de Milão afirma que a seleção holandesa chega mais madura, mentalmente fortalecida e preparada para lutar pelo título da Copa do Mundo de 2026.
Em entrevista à Fifa, o jogador deixou claro que a Oranje não pretende apenas participar do torneio. Segundo ele, a meta é conquistar pela primeira vez a principal taça do futebol mundial.
“Temos apenas um objetivo: ser campeões do mundo”, resumiu Dumfries.
Eliminação no Catar ainda pesa
A derrota para a Argentina segue viva na memória do elenco e dos torcedores holandeses. Naquela partida, a Holanda buscou um empate dramático nos acréscimos com Wout Weghorst, levou o confronto para a prorrogação, mas acabou eliminada nas penalidades.
Para Dumfries, o episódio virou combustível para a próxima Copa.
O jogador reconhece que a frustração foi enorme, principalmente porque a Argentina acabou campeã mundial dias depois. Ainda assim, acredita que a experiência deixou lições importantes para o grupo.
Segundo o ala, o principal aprendizado foi entender que uma Copa do Mundo exige concentração absoluta em cada detalhe.
“Você participa para vencer. Se não ganha, vai embora. Essa é a realidade”, afirmou.

Confiança cresce dentro da seleção
Vivendo grande fase na Inter de Milão, Dumfries afirma que a atual geração holandesa chega mais preparada do que há quatro anos. O lateral acredita que a equipe evoluiu tanto tecnicamente quanto mentalmente.
Além disso, vê o elenco mais equilibrado e competitivo para enfrentar seleções tradicionais.
Ele destaca que a Holanda mantém sua essência baseada na posse de bola e na construção ofensiva, mas admite que o time ainda pode evoluir em intensidade e agressividade.
Na avaliação do jogador, as seleções sul-americanas costumam levar vantagem nesse aspecto emocional dentro das partidas decisivas.
Liderança de Van Dijk é exaltada
Dumfries também fez elogios ao zagueiro Virgil van Dijk, tratado por ele como a principal referência da equipe dentro e fora de campo.
Segundo o lateral, o defensor do Liverpool transmite segurança ao grupo e lidera pelo exemplo, mantendo todos focados durante as partidas.
“O que mais admiro nele é a concentração em todos os jogos”, disse.


Trauma de 2010 segue vivo
A relação emocional de Dumfries com a seleção holandesa começou muito antes de vestir a camisa da Oranje. O jogador revelou que chorou ao assistir à derrota da Holanda para a Espanha na final da Copa de 2010.
Na época ainda adolescente, ele acompanhava a decisão ao lado da família, durante férias no Suriname.
Desde então, cresceu vendo a Holanda como uma seleção capaz de disputar títulos mundiais, apesar das três finais perdidas ao longo da história.
Holanda quer transformar frustração em título
Mesmo reconhecendo o peso histórico das decepções em Copas, Dumfries acredita que a nova geração tem condições reais de mudar esse cenário.
A seleção holandesa foi vice-campeã mundial em 1974, 1978 e 2010, mas nunca conseguiu levantar o troféu.
Agora, segundo o lateral, o grupo chega aos Estados Unidos, México e Canadá disposto a encerrar esse jejum histórico.


