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Esquenta de Carnaval do Cordão Valu acontece nesta sexta

Esquenta de Carnaval do Cordão Valu acontece nesta sexta

Com um evento gratuito e repleto de militância, o primeiro esquenta do Cordão Valu homenageia o Ilê Aiyê e o Grupo TEZ, trazendo mensagens de igualdade racial e inclusão para o Carnaval 2025.

Campo Grande será palco de um evento de grande significado para a luta contra o racismo, quando o Cordão Valu realizar o primeiro esquenta do Carnaval 2025 nesta sexta-feira (7). A festa, que acontece na Praça do Rádio Clube a partir das 18h, promete unir o clima carnavalesco com uma forte mensagem antirracista, celebrando a cultura afro-brasileira e destacando a importância da igualdade racial.

O evento é gratuito e tem como objetivo reunir não apenas foliões, mas também pessoas engajadas na luta contra o racismo e na promoção da inclusão. O esquenta de Carnaval, que se estenderá até as 23h, será uma grande celebração afrocentrada, com destaque para as homenagens ao Ilê Aiyê, o primeiro bloco afro do Brasil, que completa 50 anos, e ao Grupo TEZ, que celebra seus 40 anos de atuação em Mato Grosso do Sul.

Com o lema “Tradição, diversidade e inclusão”, o Cordão Valu busca não apenas animar os participantes, mas também refletir sobre a importância da resistência cultural e da militância racial. O evento será uma verdadeira festa, mas também uma plataforma de conscientização sobre as questões raciais que ainda afetam a sociedade brasileira.

Homenagens a ícones da Luta Antirracista

A escolha de homenagear o Ilê Aiyê e o Grupo TEZ não é por acaso. Fundado em 1974, em Salvador, o Ilê Aiyê é uma das maiores referências globais na luta pela valorização da cultura negra, enfrentando resistência desde sua criação, mas consolidando-se como símbolo de resistência cultural. O bloco também é conhecido por seus projetos educacionais que buscam dar visibilidade e protagonismo aos negros e negras em diferentes áreas.

Por outro lado, o Grupo TEZ, fundado em 1985 em Mato Grosso do Sul, foi pioneiro na defesa das cotas raciais nas universidades e na inclusão da história afro-brasileira nos currículos escolares. A atuação do grupo na luta contra o racismo no estado é notável, e sua contribuição para a igualdade racial é celebrada até hoje. As homenagens a essas duas instituições refletem o compromisso do Cordão Valu com a luta antirracista, lembrando o quanto a resistência cultural e as iniciativas de inclusão têm sido essenciais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Silvana Valu, líder do bloco, destaca a importância de fortalecer a resistência cultural e a luta contra o racismo por meio de eventos como esse. “Essas homenagens são uma forma de reconhecer a história dessas instituições e sua contribuição para a sociedade. O Cordão Valu tem o compromisso de seguir nessa linha, promovendo o respeito, a valorização e a inclusão de todos”, afirma.

Atrações musicais e conscientização

A programação musical do esquenta também segue o tom de celebração e conscientização. Entre as atrações confirmadas, o público poderá conferir o Pagode do Tadeu, que fará sua estreia no evento. Sob a liderança de Diogo Tadeu, o grupo mescla samba tradicional, axé e músicas do Ilê Aiyê, trazendo a energia e a mensagem do bloco afro para o público. Tadeu, criador do bloco Farofa com Dendê, destaca a importância de levar a mensagem antirracista para as periferias. “Levar essa mensagem é essencial. A periferia é um espaço de resistência, e o carnaval é um ótimo momento para fortalecer esse discurso”, diz o sambista.

Outro destaque da programação é o cantor Chokito, parceiro habitual do Cordão Valu. Conhecido por sua interpretação de clássicos de escolas de samba e canções afro-brasileiras, Chokito reafirma a urgência de conscientizar o público sobre a igualdade racial. “É preciso falar sobre isso o tempo todo. O carnaval é uma excelente oportunidade para reforçar a mensagem e celebrar nossa identidade”, declara o sambista.

Para completar a animação, a Bateria da Igrejinha, escola de samba tradicional de Campo Grande, também participará do esquenta, trazendo seus ritmos contagiantes. A escola, que homenageará a comunidade quilombola Furnas do Dionísio em 2025, promete levar o público à rua com seus batuques e samba no pé.

A união entre música, dança e militância promete tornar o esquenta do Cordão Valu um evento memorável. Com sua proposta de promover um carnaval que vá além da festa, o bloco reforça a importância de celebrar a cultura negra e de lutar contra o racismo, utilizando a energia do carnaval para um despertar coletivo de conscientização e empoderamento.

Uma noite de resistência e celebração

A expectativa para o evento é alta. Organizado por pessoas comprometidas com a luta pela igualdade racial, o esquenta do Cordão Valu será uma noite de festa, mas também de reflexão e resistência. Em um momento em que o debate sobre as desigualdades raciais no Brasil segue mais atual do que nunca, a importância de ações como essa é cada vez maior.

Silvana Valu, ao finalizar suas palavras, afirma: “O Cordão Valu não é apenas um bloco de carnaval. Ele é um símbolo da nossa luta e da nossa história, e queremos que todos se sintam parte dessa resistência. Vamos celebrar juntos, mas também refletir sobre como podemos transformar nossa sociedade para que a igualdade e o respeito se tornem realidade para todos.”

Com essa poderosa combinação de festa e militância, o primeiro esquenta do Cordão Valu promete ser uma noite inesquecível para os foliões e militantes em Campo Grande. O evento segue sua tradição de promover a cultura afro-brasileira e de reforçar, ano após ano, a luta contra o racismo e pela inclusão.

Para mais informações sobre a agenda de carnaval em Mato Grosso do Sul, acesse o Portal E-Brasil.

Autoria: Sarah Pacini

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