Nova York registra primeira morte de criança por sarampo em três décadas

Nova York registra primeira morte de criança por sarampo em três décadas

Autoridades de saúde anunciaram que uma criança na região de North Country faleceu após contrair sarampo, marcando a primeira morte provocada pela doença viral no estado de Nova York em 30 anos. O óbito ocorreu no Condado de Lewis, localidade que já contabilizou 15 ocorrências da infecção ao longo deste ano, conforme dados oficiais divulgados na última segunda-feira (2).

Críticas às políticas de imunização

A governadora Kathy Hochul apontou que a tragédia reflete a degradação das salvaguardas de saúde pública, impulsionada pela decisão de um número crescente de famílias de não imunizar os filhos. “Estou arrasada ao saber que uma criança no Condado de Lewis morreu após contrair sarampo”, disse Hochul em comunicado.

A chefe do Executivo estadual também associou o caso às diretrizes da administração federal, argumentando que as medidas enfraqueceram a confiança da população nas vacinas pediátricas. “Esta é a primeira morte relacionada ao sarampo em Nova York em 30 anos, um lembrete devastador do que está em jogo quando Washington deliberadamente corrói décadas de progresso na proteção dos americanos contra doenças evitáveis”, afirmou Hochul.

Crescimento expressivo de casos nos estados Unidos

Considerado um dos patógenos mais transmissíveis do mundo, o sarampo esteve próximo de ser erradicado no território americano, mas enfrenta um ressurgimento alarmante. O país acumula 4.852 diagnósticos no atual período, o que representa mais do que o dobro do volume computado em 2025, ano que já havia batido recordes em mais de um quarto de século.

Apenas no estado de Nova York, pelo menos 178 pessoas foram infectadas recentemente, com forte concentração em cerca de 10 condados do interior. Comunidades Amish e Menonitas registraram taxas menores de vacinação e foram particularmente impactadas, mantendo histórico de disputas judiciais com o estado a respeito da obrigatoriedade de imunizantes em escolas de uma sala só.

Riscos e campanhas de desconfiança

Especialistas reforçam que a enfermidade apresenta perigos severos, sobretudo para bebês sem proteção. Entre as complicações mais frequentes estão a pneumonia, que acomete até 5% dos menores infectados, e o inchaço cerebral perigoso, registrado em um a cada mil casos, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O cenário é agravado por questionamentos governamentais sobre a eficácia de protetores biológicos e por uma retração generalizada na confiança da sociedade. A recomendação oficial permanece sendo a aplicação da vacina tríplice viral em duas etapas na infância, enquanto autoridades buscam conter a circulação do vírus transmitido por gotículas de tosse e espirro.

Fonte: InfoMoney

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