Pesquisa do Ministério da Saúde aponta impactos duradouros da pandemia na saúde mental e física
Um estudo apresentado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (18) revela que 18,9% das pessoas que contraíram a Covid-19 relatam sintomas persistentes, com maior frequência entre mulheres e indígenas. Entre os sintomas mais comuns estão ansiedade, cansaço, dificuldade de concentração e perda de memória. A pesquisa, parte do “Epicovid 2.0”, é o maior estudo de base populacional sobre a pandemia no Brasil e visa avaliar os impactos contínuos da doença na sociedade.
A pesquisa, que envolveu 33.250 entrevistas em 133 cidades, destacou que os efeitos da pandemia são profundos e duradouros, exacerbando desigualdades históricas na saúde. Além disso, o estudo observou a adesão significativa à vacinação, com 90,2% dos entrevistados recebendo ao menos uma dose. A vacinação, no entanto, variou entre as regiões, com maior adesão no Sudeste e entre grupos com mais escolaridade e renda.
O estudo também revelou os impactos sociais e econômicos da pandemia, com 15% dos entrevistados registrando a morte de um familiar devido à Covid-19 e 48,6% relatando redução na renda. A insegurança alimentar afetou 47,4% da população, e 34,9% perderam o emprego. O professor Pedro Hallal, um dos responsáveis pela pesquisa, destacou a importância do estudo para medir os efeitos contínuos da Covid-19, além de identificar a desigualdade nos efeitos econômicos e sociais da pandemia.
O Epicovid 2.0, coordenado pelo Ministério da Saúde e realizado por diversas instituições de ensino, é uma ferramenta crucial para entender o impacto da pandemia e informar políticas públicas. Ao mensurar os efeitos persistentes da Covid-19, o estudo busca ajudar na recuperação da saúde pública e no enfrentamento dos desafios deixados pela crise sanitária.
Autoria: Sarah Pacini

