O senador e pré-candidato do PL criticou duramente o presidente durante evento no Paraná, afirmando que ele foi “lamber a bota” do líder americano para defender facções criminosas
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, intensificou os ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (29). Durante o lançamento de candidaturas do PL no Paraná, ele afirmou que Lula viajou aos Estados Unidos no início de maio para “lamber a bota” de Donald Trump.
Flávio disse que, enquanto Lula teria ido ao encontro para fazer lobby em favor do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV), ele próprio viajou ao país para pedir que as duas facções fossem tratadas como organizações terroristas.
Críticas e insinuações
O senador também acusou Lula de defender a soberania das facções criminosas. “O Lula está defendendo a soberania do CV e do PCC. E a gente não vai admitir isso”, declarou. Ele ainda insinuou que o presidente “ou faz parte de organizações narcoterroristas ou está sendo ameaçado por elas”.
As declarações de Flávio foram uma resposta direta às críticas feitas mais cedo por Lula, que o chamou de “traidor” por supostamente pedir intervenção americana no Brasil.
Contexto da viagem
Nesta semana, Flávio Bolsonaro se reuniu com autoridades do governo Trump, incluindo o próprio presidente. Após o encontro, ele informou ter solicitado a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas. Na quinta-feira (28), o secretário de Estado Marco Rubio anunciou que os Estados Unidos incluíram o PCC e o CV na lista de organizações terroristas.
O pré-candidato do PL aproveitou o evento no Paraná para comparar as gestões. Segundo ele, a oposição teria feito mais pelo Brasil nos últimos anos do que os governos do PT.


