Afinal, as galinhas precisam da presença de um galo por perto para conseguir botar ovos? Embora pareça uma condição obrigatória para muitos criadores iniciantes, a resposta é negativa.
O processo natural da postura
A produção de ovos é um processo fisiológico natural das aves e não depende da presença de um macho no plantel. A principal diferença reside na fecundação: sem o acasalamento, os ovos não desenvolvem embriões e não podem dar origem a pintinhos.
Na prática diária, isso significa que os ovos produzidos por galinhas que não tiveram contato com galos são não fecundados e podem ser destinados ao consumo humano com total segurança. Já os ovos férteis apresentam condições ideais para o desenvolvimento de um embrião e, consequentemente, geram novas aves.
O papel do galo na reprodução
Segundo a Embrapa Suínos e Aves, a formação do ovo tem início com a liberação de um oócito maduro pela galinha, processo conhecido como ovulação. Quando há acasalamento, o espermatozoide fornecido pelo galo pode fecundar esse oócito no aparelho reprodutor da fêmea, chamado oviduto. É essa fecundação que permite o início do desenvolvimento embrionário.
Como identificar ovos fecundados
Mas como saber se um ovo foi fecundado? Uma das formas de identificação é a ovoscopia, procedimento que consiste em direcionar um feixe de luz para o interior do ovo em um ambiente escuro. Dependendo das condições de observação, a partir do quarto ou quinto dia já é possível identificar ramificações de vasos sanguíneos no interior do ovo.
Com o avanço do desenvolvimento embrionário, o conteúdo fica mais escuro e denso, dificultando a passagem da luz. Nos ovos não fecundados, o interior permanece claro.
Na galinha doméstica (Gallus gallus), o desenvolvimento do embrião começa quase imediatamente após a fertilização. A partir daí, o período até o nascimento do pintinho é de 21 dias. Assim, embora o galo não seja necessário para a postura, sua participação é fundamental quando o objetivo é a reprodução das aves.
Fonte: Globo Rural
