Uma postagem recente da Defesa Civil Nacional sobre a montagem de um kit de suprimentos para catástrofes acabou viralizando nas redes sociais, gerando boatos infundados a respeito de um suposto aviso secreto. Diante da repercussão, a instituição veio a público esclarecer que a recomendação possui caráter puramente preventivo, sem qualquer ligação com perigos iminentes.
Esclarecimentos oficiais do governo
Para tranquilizar a população, a Defesa Civil utilizou as redes sociais para afastar teorias alarmistas.
“Falar de kit de emergência não é sinal de perigo, é sinal de que prevenir faz parte da rotina”, afirmou a Defesa Civil em uma nova publicação, feita após a repercussão. Em tom bem-humorado, o post também questionou: “Será o fim do mundo?” e pediu: “Calma, calma, não criemos pânico”.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) também se pronunciou, destacando que a diretriz não obriga a criação de reservas extraordinárias e tampouco decorre de um decreto federal de emergência. A pasta esclareceu que pautas focadas em autoproteção e resiliência são divulgadas de maneira recorrente, tendo sido veiculadas anteriormente em 16 e 29 de março, além de 3 de abril. A entidade respondeu inicialmente às dúvidas na própria publicação que viralizou, dizendo que o conteúdo era sobre prevenção e que não havia “nada de misterioso no ar ou alguma invasão alienígena”. Como os comentários e a circulação do post original continuaram, o órgão publicou um novo esclarecimento.
O que deve compor a mochila de sobrevivência
A recomendação técnica sugere que os núcleos familiares mantenham pronta uma bolsa com mantimentos essenciais para garantir a autonomia por até três dias. Esse suporte serve para auxiliar enquanto os socorristas atuam e os serviços essenciais são restabelecidos, sobretudo em regiões isoladas onde o socorro pode demorar a chegar.
O kit básico deve conter:
- Dois litros de água potável por pessoa diariamente;
- Comestíveis não perecíveis, a exemplo de enlatados, frutas desidratadas, barras de cereais e bolachas;
- Utensílios como pratos e copos descartáveis, talheres, abridores, papel toalha e sabão;
- Remédios de uso contínuo acompanhados de cópias das prescrições, álcool em gel, equipamentos médicos portáteis com baterias e carregadores, além de óculos e repelentes;
- Produtos de higiene pessoal como creme dental, escovas, papel higiênico e absorventes;
- Mudas de roupas, calçados confortáveis e agasalhos para dias frios;
- Dispositivos como rádio AM/FM, lanternas, pilhas extras, carregadores portáteis e power banks;
- Documentos pessoais, dinheiro em espécie, escrituras de imóveis e lista de telefones úteis armazenados em compartimento impermeável;
- Sacos plásticos para proteger pertences contra umidade e sujeira.
O planejamento também deve contemplar suprimentos específicos para três dias voltados a bebês, crianças e animais de estimação. A orientação é para que o conteúdo seja auditado semestralmente, verificando validades e repondo o que for necessário.
Monitoramento meteorológico e canais de aviso
A divulgação preventiva difere completamente de comunicados emitidos em cenários de perigo real. Recentemente, o órgão acompanhou condições climáticas severas na Região Sul após avisos do Inmet sobre tempestades, ventos intensos e queda de granizo, recomendando que moradores sigam rigorosamente as instruções das autoridades locais em zonas de vulnerabilidade.
Para manter a população informada, a Defesa Civil disponibiliza diferentes meios de transmissão de avisos, incluindo SMS pelo número 40199 (mediante envio do CEP), WhatsApp no contato (61) 2034-4611, além de Telegram, TV por assinatura e Google Public Alerts.
Existe ainda a tecnologia Defesa Civil Alerta, que emite mensagens sonoras e textos direto em celulares compatíveis com sistemas Android ou iOS (versões a partir de 2020) em áreas de alto risco. O sistema opera de forma gratuita, sem necessidade de cadastro ou franquia de dados, disparando alertas mesmo com o telefone configurado no modo silencioso, desde que haja sinal de rede 4G ou 5G.
Fonte: InfoMoney
