Conflitos internacionais e instabilidade no preço do petróleo reacenderam o alerta sobre a dependência mundial dos combustíveis fósseis. O tema ganhou força na 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, realizada em Santa Marta, na Colômbia.
O encontro reúne mais de 60 países e vai contribuir para a construção do Mapa do Caminho para Longe dos Combustíveis Fósseis, documento proposto pela presidência brasileira da COP30.
Segurança energética em pauta
A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, afirmou que a guerra no Irã evidenciou que a transição energética não é apenas uma questão climática. Segundo ela, a dependência de petróleo também envolve riscos econômicos, energéticos e de segurança.
A avaliação é que países precisam planejar a redução gradual do uso de combustíveis fósseis para evitar impactos globais em momentos de crise.
Documento será apresentado em novembro
O Mapa do Caminho deve ficar pronto em novembro e reunirá orientações para que países avancem na transição energética e reduzam emissões de gases de efeito estufa.
A proposta é indicar caminhos possíveis, considerando realidades diferentes entre países produtores, consumidores e economias dependentes do setor.

Participação ampla
A presidência brasileira da COP30 informou que recebeu mais de 250 contribuições formais de países, organizações e representantes da sociedade civil.
O documento deverá abordar riscos da não transição, desafios para produtores e consumidores, dependência econômica e recomendações para os próximos anos.
Transição já começou
Segundo Ana Toni, o mundo já avança em energias renováveis, armazenamento e eficiência energética. No entanto, ainda mantém forte expansão no uso de combustíveis fósseis.
O desafio, segundo ela, é acelerar alternativas limpas e, ao mesmo tempo, reduzir gradualmente a dependência do petróleo, carvão e gás.


