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Hemosul muda regras e amplia retorno de doadores de sangue em MS

Hemosul muda regras e amplia retorno de doadores de sangue em MS

Novos critérios reduzem prazos de espera e permitem que alguns candidatos antes impedidos voltem a doar após avaliação

Mudanças nas regras para doação de sangue já estão valendo na Rede Hemosul de Mato Grosso do Sul. Os novos critérios, definidos pelo Ministério da Saúde, reduzem alguns períodos de impedimento temporário e permitem o retorno de pessoas que, em determinadas situações, antes ficavam impossibilitadas de doar.

Entre as principais alterações está a possibilidade de doadores frequentes com mais de 70 anos continuarem fazendo doações, desde que sejam considerados aptos após avaliação médica.

Também mudou a regra para quem viveu por mais de cinco anos em países da Europa. Essa condição, isoladamente, deixa de representar impedimento definitivo, permitindo que grande parte dessas pessoas possa voltar aos hemocentros.

Algumas restrições, porém, continuam valendo em situações específicas previstas na regulamentação. Entre elas estão determinados históricos de doenças, uso de hormônio de crescimento de origem humana, algumas transfusões realizadas em períodos definidos pela norma e certos implantes de material biológico humano.

Gripe e resfriado passam a exigir menos tempo de espera

Novas regras também alteram o prazo que o candidato deve aguardar depois de algumas condições de saúde ou procedimentos.

Quem teve gripe ou resfriado sem febre de 38°C ou mais poderá doar três dias depois do desaparecimento dos sintomas.

Quando houver febre de 38°C ou superior, o período de espera passa a ser de duas semanas.

Tatuagem pode permitir doação após sete dias

Outra mudança importante envolve tatuagens, micropigmentação e maquiagem definitiva.

Quando o procedimento tiver sido realizado em condições sanitárias seguras e isso puder ser comprovado, o candidato poderá doar depois de sete dias.

Caso não seja possível comprovar as condições sanitárias do estabelecimento ou do procedimento, o prazo será de quatro meses.

Regra semelhante vale para piercing corporal. Em condições comprovadamente seguras, a espera será de sete dias. Sem essa comprovação, serão quatro meses.

Para piercing oral ou genital, a doação só poderá ocorrer quatro meses depois da retirada do acessório.

Endoscopia e colonoscopia exigem quatro meses

Procedimentos como endoscopia, colonoscopia e outros exames endoscópicos passam a exigir quatro meses de intervalo antes da doação.

A nova regulamentação também modifica critérios relacionados a procedimentos odontológicos, cirurgia por laparoscopia e vacinação contra dengue e chikungunya, entre outras situações.

Nem todas as alterações previstas pelo Ministério da Saúde, porém, foram incorporadas imediatamente pela Rede Hemosul.

Parte das novas regras ainda está em análise

Critérios começaram a ser aplicados em Mato Grosso do Sul no dia 24 de agosto, conforme despacho da Gerência da Qualidade da Rede Hemosul.

As mudanças fazem parte da Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada pelo Ministério da Saúde em 2 de julho.

Questões relacionadas a determinadas doenças, medicamentos, cirurgias, procedimentos invasivos e outras situações previstas na nova norma ainda passam por análise técnica no Estado.

Enquanto não houver nova orientação, continuam sendo usados nesses casos os critérios previstos no Manual de Orientação do Triador atualmente vigente.

Quem pode doar sangue em MS

Para doar na Rede Hemosul, o candidato precisa estar em boas condições de saúde, ter descansado, estar hidratado e alimentado e cumprir os critérios avaliados durante a triagem.

Em Mato Grosso do Sul, o peso mínimo considerado é de 51 quilos, sem desconto do peso das roupas durante a pesagem.

Todos os candidatos passam por uma triagem clínica antes da coleta.

Adolescentes de 16 e 17 anos também podem doar, desde que apresentem autorização assinada e a documentação exigida. Na Rede Hemosul, eles devem permanecer acompanhados pelo pai, mãe ou responsável legal durante o atendimento.

Segundo a rede, manter doações durante todo o ano é necessário porque os componentes obtidos do sangue têm diferentes prazos de validade e a demanda por transfusões ocorre de forma contínua.

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