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Jucli Stefanello: Reflexões sobre o Dia da Mulher

Jucli Stefanello: Reflexões sobre o Dia da Mulher

Jucli Stefanello reflete sobre o Dia da Mulher e sua jornada como escritora, compartilhando sua visão sobre o legado feminino e a importância da memória, resiliência e doação de amor.

Neste Dia Internacional da Mulher, é importante celebrar as trajetórias inspiradoras de mulheres que, com coragem e resiliência, decidem não apenas transformar suas próprias vidas, mas também deixar um legado para as gerações futuras. Jucli Stefanello, advogada, professora aposentada e escritora, é uma dessas mulheres que, ao longo de sua vida, enfrentou desafios pessoais e soube encontrar, em meio à adversidade, uma maneira de registrar e compartilhar suas experiências.

Em um mundo onde muitas vezes as histórias femininas são ofuscadas pelas narrativas dominantes, Jucli questiona o espaço dedicado às mulheres na sociedade. Ela destaca, com uma reflexão profunda, que “é comum ver homenagens a homens—meu pai e meu avô têm ruas nomeadas em sua honra na cidade que ajudamos a construir, e meu tio tem uma praça. Mas e as mulheres que também desempenharam papéis fundamentais? Onde estão as homenagens para elas?” Essas palavras ecoam a necessidade de um reconhecimento maior das mulheres, não apenas em palavras, mas em ações concretas de preservação da memória e valorização de suas contribuições.

Em sua jornada como escritora, Jucli também reflete sobre as gerações de mulheres que vieram antes dela. Em uma das entrevistas para a construção de sua obra, ela se lembra da história de sua tia Lurdes Kovaleski, que comentou sobre a “quase inexistente participação das mulheres na política em contraste com a influência dos homens”. Para Jucli, essas histórias são preciosas, e ela sente que é sua missão dar voz a essas mulheres, muitas vezes esquecidas pela história oficial. A escritora afirma: “Geralmente, o que temos de histórico familiar se resume a documentos. Para ir além disso, consegui entrevistar essas mulheres da minha família, algumas das quais faleceram logo depois. Isso se tornou uma oportunidade valiosa para eternizar suas memórias, que, sem esse registro, poderiam se perder com o tempo.”

Como mulher, Jucli também compartilha sua própria experiência de luta e resiliência, não apenas em sua carreira profissional, mas também na vida pessoal. A autora revela que o impacto da síndrome renal policística em sua família foi um dos maiores desafios que enfrentou, levando-a a se tornar doadora de rim para sua irmã em 2012. Sua vivência como doadora reflete, para ela, um ato de amor e solidariedade, e é algo que deseja conscientizar as pessoas. “Quero contribuir na divulgação e conscientização desse ato de amor”, compartilha Jucli. Isso é uma parte importante de seu legado: a necessidade de divulgar informações sobre a doação de órgãos, especialmente quando se trata da possibilidade de doação em vida.

No Dia da Mulher, Jucli Stefanello é um exemplo de como a escrita pode ser uma ferramenta poderosa para dar visibilidade às mulheres, seja por meio da valorização de suas memórias ou da reflexão sobre as dificuldades enfrentadas. Ela conclui com uma sabedoria que ecoa como um convite à reflexão coletiva: “O resgate da essência humana, do amor às pessoas, amor à própria vida e aos semelhantes, tem a grande oportunidade de autoconhecimento e o verdadeiro sentido da existência humana.” Assim, Jucli nos lembra da importância de não apenas celebrar as conquistas das mulheres, mas também de preservar suas histórias para que possam inspirar as futuras gerações.

Em seu papel como escritora, Jucli mostra que a verdadeira força de uma mulher reside na capacidade de contar sua própria história, de transformar momentos de dor em aprendizado e de deixar um legado de resiliência e amor para o mundo. Ela, como muitas outras mulheres, se torna a heroína de sua própria jornada, inspirando todos ao seu redor com sua coragem e dedicação.

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Autoria: Sarah Pacini

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