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Pesquisa revela que seis milhões de brasileiros já fizeram estética com não médicos

Pesquisa revela que seis milhões de brasileiros já fizeram estética com não médicos

Um levantamento inédito realizado pelo Datafolha aponta que aproximadamente 6,1 milhões de brasileiros, o equivalente a 4% da população, já passaram por algum tipo de intervenção estética realizada por profissionais não médicos no país.

Perfil e categorias dos profissionais mais procurados

A investigação foi encomendada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) em março de 2026. O estudo ouviu 2.086 pessoas com 16 anos ou mais, contemplando todas as classes sociais e as cinco regiões do território nacional, com trabalho de campo executado nos dias 9 e 10 de fevereiro de 2026, margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Os dados revelam ainda que 26% dos entrevistados conhecem alguém que já recorreu a esse serviço, patamar que alcança cerca de 43,2 milhões de pessoas. A adesão é seis vezes maior entre indivíduos que já se submeteram a cirurgias plásticas: 18% desse público buscou profissionais não médicos, comparado a apenas 3% entre aqueles que nunca fizeram plástica.

Entre os profissionais mais citados no estudo aparecem os dentistas, liderando com 46%, seguidos por esteticistas (44%), biomédicos (22%), enfermeiros (10%) e farmacêuticos (7%). Do total de pacientes que já recorreram a essa categoria, 76% são do sexo feminino e 24% do masculino, com idade média de 40 anos, sendo que 58% residem na região Sudeste.

Motivações e o contraste na opinião pública

No que diz respeito aos fatores que influenciam a decisão, 34% apontam a indicação de amigos ou parentes, enquanto 28% destacam o custo reduzido. Outros 22% escolheram o serviço por enxergar o método como algo simples, e 21% citam maior acessibilidade devido à redução de consultas, exames e burocracia.

Apesar da alta adesão, o levantamento expõe um forte contraste comportamental: 81% da população acreditam que apenas médicos deveriam executar tais intervenções, ao passo que 16% defendem a atuação de outras categorias. Curiosamente, mesmo entre os cidadãos que já se consultaram com não médicos, 38% sustentam que a exclusividade deveria pertencer aos profissionais de medicina.

Riscos e avaliação dos serviços

Para a SBCP, o cenário acende um sinal de alerta sobre a banalização das intervenções e reforça a necessidade de conscientizar a sociedade acerca dos perigos envolvidos.

“Um procedimento estético não deve ser banalizado. Dependendo da intervenção, podem ocorrer complicações e sequelas graves. Em situações extremas, uma intercorrência pode colocar a vida do paciente em risco. Por isso, a decisão não deve ser baseada apenas em preço, na percepção de que o procedimento é simples ou na indicação de conhecidos”, afirma Dr. Marcelo Sampaio, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Por fim, a pesquisa destaca uma discrepância expressiva na percepção de qualidade: os procedimentos conduzidos por cirurgiões plásticos alcançaram nota média de 8, enquanto as mesmas intervenções feitas por profissionais não médicos obtiveram nota média 3.

Fonte: CNN

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