Pesquisa destaca o impacto das ondas de calor e secas no sistema de saneamento de MS e alerta para o risco de desabastecimento de água.
Mato Grosso do Sul está entre os estados mais vulneráveis às mudanças climáticas, com o risco de enfrentar até nove ondas de calor por ano, principalmente na região sul do estado. A pesquisa, conduzida pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a empresa Way Carbon, aponta que o aumento da frequência de ondas de calor pode trazer sérias consequências para o sistema de saneamento e o acesso à água, afetando diretamente a qualidade de vida da população.
De acordo com o estudo “As Mudanças Climáticas no Setor do Saneamento”, as intensas ondas de calor provocam um aumento na demanda por água, sobrecarregando a infraestrutura existente e colocando pressão adicional sobre equipamentos essenciais, como as estações de tratamento. Isso pode comprometer a eficiência do sistema e gerar custos mais elevados com energia e manutenção.
A pesquisa destaca que a região sul de MS, em particular, possui uma infraestrutura insuficiente para tratar e distribuir água, o que a torna ainda mais suscetível a riscos de desabastecimento durante períodos de calor intenso. Além disso, o estudo alerta para o agravamento das secas, um fenômeno que tende a se intensificar com as mudanças climáticas, elevando o risco de escassez de água e dificultando o funcionamento das Estações de Tratamento de Água (ETAs).
A pesquisa aponta que Mato Grosso do Sul se encontra em uma posição crítica, com tendência de agravamento nos períodos sem chuva, o que coloca o estado entre as áreas de maior risco no país. A falta de infraestrutura adequada para enfrentar esses desafios climáticos pode agravar ainda mais a situação de abastecimento de água no estado.
Fonte: Sarah Pacini


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