Deputado acusa ministro de parcialidade após suspensão das visitas do senador a Jair Bolsonaro por 90 dias
Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), poderá favorecer politicamente a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (13), o parlamentar disse que a suspensão das visitas de Flávio ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, funciona como uma espécie de “propaganda antecipada” para o senador. A declaração representa uma crítica política de Nikolas e não uma conclusão da Justiça Eleitoral.
Moraes determinou que Flávio fique 90 dias sem visitar o pai depois da divulgação de uma carta escrita pelo ex-presidente. No documento, Jair Bolsonaro reafirmou apoio à pré-candidatura do filho e o apresentou como seu porta-voz político.
Deputado questiona atuação do ministro
Nikolas acusou Moraes de agir com parcialidade na condução dos processos envolvendo Bolsonaro. O deputado também classificou as decisões judiciais contra o ex-presidente como perseguição política.
Ao comentar o impacto eleitoral da medida, o parlamentar afirmou que a suspensão reforça o discurso apresentado pelos apoiadores de Bolsonaro sobre a atuação do STF.
As declarações são opiniões do deputado e fazem parte da reação política de aliados do ex-presidente. Não houve manifestação do Supremo sobre as acusações feitas por Nikolas até a divulgação do material.
Defesa terá de explicar divulgação da carta
Advogados de Jair Bolsonaro receberam prazo de 48 horas para esclarecer ao STF as circunstâncias em que a carta chegou a Flávio e foi publicada nas redes sociais.
Moraes avalia se houve descumprimento da medida cautelar que impede o ex-presidente de usar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros. Restrições dessa natureza haviam sido confirmadas pela Primeira Turma do Supremo em 2025.
Na decisão, o ministro destacou que Flávio apresentou o texto como uma mensagem que o pai desejava transmitir ao país. Esse trecho foi considerado um possível indício de que Jair Bolsonaro sabia previamente que o conteúdo seria divulgado publicamente.
Renan Santos também critica decisão
Pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos também criticou Moraes. Ele afirmou que a decisão transforma o ministro em uma espécie de “cabo eleitoral” ou “marqueteiro” de Flávio Bolsonaro.
Segundo Renan, medidas contra a família Bolsonaro podem fortalecer o discurso de perseguição e aumentar a exposição política do senador. As declarações também representam uma avaliação eleitoral do pré-candidato.
A assessoria do STF foi procurada para comentar as críticas. O espaço permanece aberto para manifestação.


