Superendividamento no Brasil dispara e atinge marca histórica em 2026

Superendividamento no Brasil dispara e atinge marca histórica em 2026

O volume de brasileiros classificados em situação de endividamento de risco alcançou 20,3 milhões em junho de 2026, revelam os dados divulgados pelo Banco Central. O montante representa um salto expressivo de 75% no intervalo de cinco anos, conforme apontado pelo Relatório de Estabilidade Financeira da instituição.

Perfil e vulnerabilidade financeira

O contingente atual equivale a 17% do total de devedores inseridos no Sistema Financeiro Nacional. Entre as faixas de menor rendimento, a situação é mais crítica: pessoas que ganham até dois salários mínimos comprometem cerca de 42% de seus ganhos com obrigações financeiras, sendo 15% destinados exclusivamente ao cartão de crédito.

Para definir quem se enquadra nessa faixa de risco, o órgão adota quatro parâmetros distintos, sendo necessário cumprir pelo menos dois deles, que incluem inadimplência superior a 90 dias, comprometimento superior a metade da renda mensal, uso acumulado de cheque especial, empréstimo pessoal e rotativo, além de renda remanescente abaixo da linha da pobreza.

Novas regras e ações do governo

Diante do cenário alarmante, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição pretende anunciar novas medidas para conter ofertas agressivas de crédito ainda este ano. O foco principal recairá sobre os cidadãos que já operam no rotativo ou acumulam atrasos expressivos.

“Pretendemos adicionar medidas ainda este ano”, declarou Gabriel Galípolo, presidente do BC. O dirigente também chamou atenção para a expansão do crédito sem garantia:

“A preocupação que existe é nessas modalidades, em que estamos assistindo crescimento de maneira pouco sensível a preço”, disse Gabriel Galípolo, presidente do BC.

Como parte das ações recentes, a autarquia determinou que os bancos criem mecanismos para bloquear publicidade e propostas ativas. Para o público vulnerável, a captação de novos recursos passará por restrições severas, permitindo apenas operações voltadas à renegociação ou portabilidade.

As exigências de bloqueio começam a valer em 31 de março de 2027, enquanto os painéis digitais e restrições em transações via Pix entram em vigor em julho do mesmo ano.

Fonte: Agencia Brasil

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