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Presidente da Abras sugere desoneração da folha em troca do fim da escala 6×1

Presidente da Abras sugere desoneração da folha em troca do fim da escala 6×1

João Galassi, da Associação Brasileira de Supermercados, enviou proposta a parlamentares sugerindo contrapartida fiscal para compensar a redução da jornada de trabalho.

O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, enviou uma mensagem nesta quarta-feira (13) aos parlamentares da Frente de Comércio e Serviços, manifestando preocupações sobre a proposta de extinção da escala 6×1, que estabelece seis dias de trabalho e um de descanso semanal. No texto, Galassi propôs que, caso a mudança seja implementada, o governo ofereça uma contrapartida, como a desoneração da folha de pagamento, para minimizar os impactos no setor.

Galassi destacou que a redução da jornada de trabalho, sem a devida adequação salarial, poderia resultar em um aumento real de cerca de 30% nos salários dos trabalhadores, o que, segundo ele, afetaria a viabilidade financeira dos supermercados, especialmente os de menor porte. O presidente da Abras também mencionou que o Brasil já adota um modelo de carga horária reduzida, com a prevalência de contratos de trabalho em meio período, o que, na avaliação do setor, tornaria a proposta mais desafiadora.

A proposta de alteração na jornada de trabalho está sendo discutida no Congresso Nacional por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). A PEC, que busca reduzir a carga horária semanal para 40 horas, alcançou 201 assinaturas nesta quarta-feira, superando o número mínimo necessário para ser protocolada. A proposta visa a redução da jornada sem alteração na remuneração.

A desoneração da folha de pagamento, sugerida por Galassi, seria uma medida para compensar o impacto financeiro nos supermercados caso a jornada de trabalho seja reduzida. A proposta ainda deve passar por discussão entre parlamentares e representantes do setor produtivo, com o objetivo de avaliar os efeitos sobre a economia e os trabalhadores.

Fonte: Sarah Pacini

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