Briga entre facções criminosas tem levado a vítimas inocentes por sinais em redes sociais

A rapper sul-mato-grossense Laysa Moraes Ferreira, conhecida como “La Brysa”, foi encontrada morta no Rio Cuiabá, em Mato Grosso, após ficar desaparecida por seis dias. De acordo com investigações, um gesto feito por ela em uma foto nas redes sociais pode ter sido confundido com um sinal associado à facção criminosa rival. A jovem foi jogada viva no rio, amarrada a uma lata com concreto, em um crime que parece ter sido motivado por disputas entre facções.
O delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação, confirmou que a rapper estava desaparecida desde o dia 3 de janeiro. A hipótese inicial é de que ela tenha sido confundida com alguém ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital) após postar um gesto, normalmente usado por ela em apresentações, mas que pode ter sido interpretado pelo Comando Vermelho como um sinal da facção rival. Não há evidências de envolvimento de Laysa com o crime organizado.
Laysa, natural de Três Lagoas, construiu uma carreira consolidada no rap e era reconhecida por sua atuação nas batalhas de freestyle, além de ser uma das principais figuras do cenário musical de Mato Grosso. Sua morte ressalta um fenômeno crescente de violência motivada por interpretações equivocadas de gestos nas redes sociais, especialmente no contexto de facções criminosas.
O delegado afirmou que crimes com essa motivação têm se tornado mais frequentes em Mato Grosso, vitimando pessoas inocentes que, muitas vezes, não têm qualquer vínculo com o tráfico ou facções criminosas. Casos como o de Laysa e o assassinato de outras vítimas, como o das irmãs de Porto Esperidião, reforçam a violência em torno dessa disputa territorial.
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Autoria: Sarah Pacini


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