
Em junho de 2025, Campo Grande celebrou os 117 anos da imigração japonesa. Os primeiros imigrantes chegaram em 1909 para trabalhar na construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, trazendo consigo não apenas força de trabalho, mas também cultura, tradição e valores que ajudaram a moldar a identidade da cidade. Hoje, Campo Grande abriga a terceira maior comunidade japonesa do Brasil, evidenciando a influência duradoura dessa presença no estado e no país.
Uma paixão que começou no cinema
Wilson Aquino recorda que sua primeira lembrança da cultura japonesa não veio da convivência direta com imigrantes, mas do cinema. Aos oito anos, assistiu a um filme em preto e branco em Corumbá que contava a história de uma princesa japonesa e um jovem aventureiro. O drama de amor impossível marcou sua infância e despertou uma admiração pela sensibilidade e valores japoneses, como honra, respeito e beleza.
Segundo o jornalista, essa experiência cinematográfica foi a semente de um encantamento que floresceu com o tempo, transformando-se em respeito e afinidade pela cultura japonesa, especialmente pelos seus ensinamentos de sabedoria e perseverança.
Contribuições culturais e sociais
Os japoneses migraram para o Brasil trazendo tradições e valores, integrando-se à vida local sem perder suas raízes. Em Campo Grande, suas contribuições vão além da culinária:
- Festas típicas, como o Bon Odori.
- Esportes, incluindo judô e beisebol.
- Valorização da educação e do estudo.
- Culinária, com pratos como o sobá, que se tornaram símbolos da cultura local.
Essa integração fortaleceu a identidade sul-mato-grossense, demonstrando como o encontro de culturas pode gerar valores coletivos duradouros.
Autoria: Sarah Pacini
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