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Soldado morto em Corumbá estava há 10 meses na PMMS

Soldado morto em Corumbá estava há 10 meses na PMMS

Marcelo Pimenta da Silva foi atingido por disparo durante abordagem a suspeitos na região de fronteira

Soldado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, morto durante confronto em Corumbá, estava há dez meses na corporação. Ele foi atingido por um disparo, possivelmente de fuzil, na noite de terça-feira (30), durante tentativa de abordagem a suspeitos na região de fronteira com a Bolívia.

Marcelo integrava o Getam, Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico, do 6º Batalhão da Polícia Militar de Corumbá. No momento em que foi baleado, conduzia uma motocicleta de serviço.

O militar chegou a ser socorrido por colegas de farda e levado para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos. Ele deixa uma filha de 7 anos.

Militar ingressou em 2025

Marcelo nasceu em 8 de março de 1994 e fazia parte da 38ª turma do Curso de Formação de Soldados da PMMS. Ele ingressou na corporação em agosto de 2025.

Nas redes sociais, a biografia do soldado trazia a frase: “Quando resolver guerrear, escolha a batalha e queime o barco; assim, você não terá o problema de parar antes de vencer”.

Após a morte do policial, a PMMS reforçou o policiamento em Corumbá, em Ladário e na região de fronteira.

Confronto ocorreu após ataque em Ladário

Antes do confronto que terminou com a morte do soldado, três homens armados foram até uma casa em Ladário em um Fiat Argo. No local, eles atiraram contra um casal, que conseguiu se proteger dentro de um carro blindado.

O atentado foi registrado por câmeras de segurança. Depois do ataque, equipes do Getam foram acionadas e iniciaram buscas pelos suspeitos.

Durante a tentativa de abordagem na Rua Totico de Medeiro, em Corumbá, Marcelo foi atingido pelo disparo. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o militar estava na motocicleta e caiu após ser baleado.

PM reforça segurança na fronteira

Em coletiva nesta quarta-feira (1º), o comandante-geral da PMMS, coronel Renato dos Anjos Garnes, afirmou que o confronto está relacionado ao tráfico de drogas na fronteira entre Corumbá e a Bolívia.

Segundo ele, faccionados ligados ao PCC estariam envolvidos nesse tráfico de entorpecentes. Diante da situação, o policiamento foi reforçado em Corumbá, Ladário e áreas próximas.

O comandante-geral afirmou que a Polícia Militar está preparada para reagir a confrontos e destacou que a corporação passa por formação constante.

Apoio à família

Horas após a morte do policial, criminosos divulgaram nas redes sociais imagens com um fuzil calibre 5.56 em tom de ameaça. Questionado sobre o vídeo, o comandante-geral disse que se tratam de imagens antigas que voltam a circular em momentos como esse.

O coronel também informou que a PMMS está prestando apoio aos familiares de Marcelo.

O caso segue sob investigação.

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