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Último dia de campanha presidencial é marcado por carreatas e atos finais

Último dia de campanha presidencial é marcado por carreatas e atos finais

Neste sábado (4), véspera do primeiro turno das eleições, os postulantes à Presidência da República intensificaram as agendas públicas com carreatas, caminhadas e encontros com militantes por todo o país para tentar conquistar os últimos votos.

Atividades no interior paulista e capitais

Em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, liderou a caminhada batizada de Brasil Pronto pra Mais pelo centro da capital paulista. Durante o ato, ele defendeu pautas como o fim da jornada 6×1, o combate aos jogos de apostas online e investimentos educacionais, além de convocar idosos acima de 70 anos a comparecerem às urnas.

Ainda em solo paulista, Flávio Bolsonaro (PL) esteve à frente de uma moto-carreata entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana. Na ocasião, exibiu um cartaz com a foto de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar por condenação no Supremo Tribunal Federal. Ao término do evento, o senador declarou confiança no pleito.

“Eu tenho a convicção também que tem tudo pra que a gente ganhe essa eleição já no 1º turno”, disse o senador chamando seus apoiadores para irem às urnas no domingo.

Na mesma ocasião, o parlamentar criticou duramente a mais alta Corte do país, afirmando que o tribunal “tem de que deixar de ser uma delegacia de polícia”.

Outros presidenciáveis nas ruas

Samara Martins (UP) realizou uma caminhada no bairro do Alecrim, em Natal, reforçando propostas econômicas e sociais de sua sigla. Já Augusto Cury (Avante) esteve reunido com eleitores em Colina e Ribeirão Preto, no interior paulista. O candidato Ronaldo Caiado (PSD) concentrou suas atividades em Goiânia, com carreatas na zona noroeste focadas em segurança pública e agricultura familiar.

Renan Santos (Missão) passou por Santos e pela capital paulista para cumprir compromissos de campanha, enquanto Hertz Dias (PSTU) manteve reunião online pela manhã e participou de um ato sindical no final da tarde em São Paulo. Rui Costa Pimenta (PCO) dedicou o dia a uma transmissão ao vivo em sua emissora partidária.

Polarização e discursos finais

Durante seu pronunciamento na capital paulista, Lula classificou o pleito atual como um embate definitivo entre a ordem democrática e o retrocesso.

“Nós estamos a poucas horas de fazer possivelmente o maior gesto da revolução democrática desse país”, disse.

O atual mandatário detalhou o que considera estar em jogo na disputa nas urnas.

“De um lado, está a democracia, aqueles que defendem os direitos humanos, a educação, uma forte política de mobilidade urbana, aqueles que defendem a ciência e tecnologia e a soberania”, ressaltou Lula.

Em contrapartida, o candidato petista apontou o grupo opositor.

“Do outro lado, está a barbárie, aqueles que são contra a cultura, que acabaram com o Ministério da Indústria e Comércio, Ministério do Trabalho, Ministério da Igualdade Racial, Ministério dos Direitos Humanos e Ministério das Mulheres”, acrescentou.

Por fim, o chefe do Executivo reiterou seu compromisso com a população e fez um alerta final aos eleitores. “É o povo brasileiro que vai derrotar a extrema-direita, os fascistas e os negacionistas.”

Enquanto a maioria dos concorrentes movimentou as bases eleitorais, os candidatos Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Romeu Zema (Novo) não registraram compromissos públicos abertos ao longo deste sábado.

Fonte: Agencia Brasil - Política

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