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CCJ aprova indicação de Jorge Messias para vaga no STF

CCJ aprova indicação de Jorge Messias para vaga no STF

Nome segue ao plenário do Senado, onde precisa de ao menos 41 votos

Jorge Messias deu nesta quarta-feira (29) o primeiro passo decisivo para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a indicação do advogado-geral da União por 16 votos a 11, após sabatina que se estendeu por várias horas.

Com o resultado, o nome de Messias segue para análise do plenário do Senado. Para ser confirmado ministro do STF, ele precisa receber ao menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores. A CCJ também aprovou pedido de urgência, e a expectativa é que a votação ocorra ainda nesta quarta-feira.

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Messias foi escolhido para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente da Corte em outubro de 2025.

Durante a sabatina, o indicado defendeu que o Supremo mantenha abertura ao aperfeiçoamento institucional e citou a necessidade de autocontenção em temas que dividem a sociedade. Ele também se declarou evangélico, mas afirmou defender o Estado laico.

Entre os temas abordados pelos senadores estiveram conflitos fundiários, marco temporal, aborto, atos de 8 de janeiro e sua atuação à frente da Advocacia-Geral da União.

Messias afirmou ser favorável ao diálogo e à conciliação em conflitos por terra. Sobre o marco temporal, disse que direitos previstos na Constituição devem ser respeitados, mas também defendeu a busca por equilíbrio com indenizações a proprietários legítimos.

Ao tratar do aborto, afirmou ser pessoalmente contrário à prática e disse que não pretende atuar com ativismo sobre o tema, por entender que a discussão cabe ao Congresso Nacional.

Questionado sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, Messias afirmou que a AGU atuou na cobrança de reparação dos danos causados aos prédios públicos.

Próxima etapa
Agora, a indicação será votada pelo plenário do Senado. A votação é secreta, e a aprovação depende de maioria absoluta.

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