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Destroços de avião da Pan Am são encontrados após 74 anos

Destroços de avião da Pan Am são encontrados após 74 anos

Aeronave caiu no mar após decolar de Porto Rico, em 1952; acidente matou 52 pessoas e influenciou regras de segurança

Destroços do Clipper Endeavor, avião da Pan Am que estava desaparecido havia 74 anos, foram encontrados no fundo do mar por uma equipe de exploradores. A descoberta foi anunciada nesta terça-feira (21).

O acidente aconteceu em 1952, pouco depois de a aeronave decolar de Porto Rico com destino a Nova York. O avião, um DC-4, perdeu potência nos motores e fez um pouso forçado no oceano. Ao todo, 69 pessoas estavam a bordo.

Segundo relatos dos sobreviventes aos investigadores, todos resistiram ao impacto inicial. O cenário mudou nos minutos seguintes, quando muitos passageiros tiveram dificuldade para localizar coletes salva-vidas e a tripulação enfrentou problemas para retirar os botes infláveis. A aeronave afundou rapidamente, e 52 pessoas morreram.

Busca levou anos

A procura pelo avião ganhou força em 2019, depois que o pesquisador Russ Matthews encontrou uma pista ligada ao voo: uma etiqueta de bagagem que apareceu na costa da Flórida.

A partir daí, ele analisou documentos da Pan Am, da Guarda Costeira dos Estados Unidos e de órgãos ligados à aviação. Registros encontrados em Porto Rico ajudaram a indicar a área provável da queda.

Uma tentativa de busca em 2024 não avançou por causa do mau tempo. Neste ano, a equipe contou com apoio da empresa Deep Sea Vision e usou um drone submarino autônomo com sonar.

Os destroços foram localizados a cerca de 610 metros de profundidade, em uma área delimitada a partir de documentos históricos e dados meteorológicos da época.

Impacto na segurança aérea

O acidente passou a ser lembrado como um marco na aviação comercial. Depois da tragédia, ganharam força medidas como orientações de segurança antes da decolagem e melhorias nos equipamentos de flutuação.

Hoje, as instruções sobre saídas de emergência, coletes salva-vidas e procedimentos em caso de acidente fazem parte da rotina dos voos. A descoberta também reacende a esperança de familiares envolvidos em outros acidentes no mar, como o desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines, em 2014.

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