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Dolly Parton morre aos 80 anos e deixa legado além da música country

Dolly Parton morre aos 80 anos e deixa legado além da música country

Cantora morreu nesta terça-feira em Nashville; artista marcou sete décadas com sucessos, cinema, composição e atuação empresarial

Morte de Dolly Parton, uma das artistas mais influentes e reconhecidas da música country, foi anunciada nesta terça-feira (25), em Nashville, no Tennessee. A cantora, compositora, atriz e empresária tinha 80 anos. A informação foi comunicada pela família e confirmada por veículos internacionais. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Nos últimos meses, Dolly havia reduzido a agenda enquanto enfrentava problemas de saúde. O anúncio foi feito por Bryan Seaver, sobrinho da artista e integrante de sua equipe de segurança havia mais de duas décadas. Segundo ele, a própria cantora havia pedido anos antes que fosse responsável por comunicar sua morte à família e ao público.

Quatro dias antes do anúncio, Dolly havia falado sobre sua saúde em entrevista publicada pela revista People. Ela relatou que ainda enfrentava dificuldades, mas continuava trabalhando e mantinha projetos em andamento.

De uma família pobre ao centro da música americana

Nascida em 19 de janeiro de 1946, em Locust Ridge, no Tennessee, Dolly Rebecca Parton cresceu em uma família de poucos recursos e foi a quarta de 12 filhos. Criada na região das Smoky Mountains, começou a cantar ainda criança.

Antes dos 20 anos, mudou-se para Nashville, cidade que se tornou o centro de sua carreira. Foi naquele ambiente que transformou o talento para escrever e interpretar canções em uma trajetória que ultrapassaria os limites do country.

Com o passar das décadas, Dolly construiu uma identidade artística própria, marcada pela voz reconhecível, aparência exuberante e habilidade como compositora.

Dolly Parton morreu aos 80 anos nesta terça-feira, em Nashville, no Tennessee - Foto: Rich Fury/Getty Images
Dolly Parton morreu aos 80 anos nesta terça-feira, em Nashville, no Tennessee – Foto: Rich Fury/Getty Images

‘Jolene’ e ‘I Will Always Love You’ atravessaram gerações

Entre as músicas mais conhecidas de seu repertório estão “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”. As composições ajudaram a transformar Dolly em um nome conhecido muito além do público tradicional da música country.

“I Will Always Love You”, escrita por ela em 1973, alcançou uma nova geração quase duas décadas depois. Em 1992, Whitney Houston gravou a música para a trilha sonora do filme O Guarda-Costas, levando a composição a uma projeção mundial ainda maior.

A capacidade de escrever canções permaneceu como um dos principais pilares da carreira de Dolly, mesmo quando ela passou a atuar em outras áreas do entretenimento.

Carreira também chegou às telas do cinema

Sucesso não ficou restrito aos palcos. Dolly também construiu uma trajetória como atriz e participou de produções que se tornaram conhecidas internacionalmente.

Em 1980, esteve em “Como Eliminar Seu Chefe”, ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin. Mais tarde, integrou o elenco de “Flores de Aço” e participou de diferentes projetos para televisão.

Na música, acumulou vitórias no Grammy e, em 2011, recebeu o Grammy Lifetime Achievement Award, reconhecimento pelo conjunto de sua contribuição artística. A cantora também entrou para o Rock & Roll Hall of Fame, reforçando uma carreira que ultrapassou as fronteiras do gênero que a consagrou.

Casamento durou quase seis décadas

Na vida pessoal, Dolly foi casada por quase 60 anos com Carl Thomas Dean. Os dois se casaram em maio de 1966, quando a cantora tinha 20 anos.

Enquanto Dolly se tornou uma das figuras mais conhecidas da indústria do entretenimento, Dean escolheu permanecer distante dos holofotes e raramente acompanhava a mulher em eventos públicos.

Ele morreu em 3 de março de 2025, aos 82 anos. Após a perda, Dolly falou publicamente sobre o impacto da morte do marido e lançou a música If You Hadn’t Been There em homenagem à relação dos dois.

O casal não teve filhos.

Problemas de saúde reduziram agenda nos últimos meses

Nos meses anteriores à morte, Dolly vinha enfrentando problemas de saúde e passou a limitar alguns compromissos profissionais.

Em entrevista publicada poucos dias antes de morrer, contou que havia deixado parte dos próprios cuidados de lado enquanto acompanhava o marido durante o período em que ele esteve doente.

Mesmo diante das dificuldades, a artista dizia continuar envolvida em novos trabalhos.

Morte encerra uma trajetória de aproximadamente sete décadas que levou uma menina criada nas montanhas do Tennessee a se tornar uma das figuras mais reconhecidas da cultura popular americana.

Além dos discos e das apresentações, Dolly deixa uma obra construída como compositora, atriz e empresária, com músicas que permaneceram populares muito depois de seus lançamentos originais.

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