Pré-candidato ao governo paulista afirma estar confortável com nomes cotados para chapa e aguarda definição do PSB
Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao Governo de São Paulo, afirmou nesta segunda-feira (15) que vê com tranquilidade as discussões em torno da composição de sua chapa para as eleições de 2026. Em meio às negociações entre partidos aliados, o ex-ministro da Fazenda disse estar satisfeito com os nomes que aparecem como possibilidades para ocupar espaços estratégicos na disputa.
Entre os citados por Haddad estão Marina Silva (Rede), Márcio França (PSB) e Simone Tebet (PSB), que participam das articulações envolvendo a formação da aliança em São Paulo.
A declaração ocorre em um momento de indefinição sobre quem ocupará a vaga de vice na chapa petista.
Lula orienta espaço para o PSB
Apesar de a composição ainda não estar fechada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já orientou aliados a trabalharem com a possibilidade de que a vaga de vice fique com o PSB.
A definição, no entanto, está diretamente ligada às negociações envolvendo a disputa pelas vagas ao Senado no estado.
Atualmente, o campo político alinhado a Haddad reúne nomes de peso para a corrida senatorial, incluindo Marina Silva, Márcio França e Simone Tebet.
Haddad destaca experiência dos aliados
Ao comentar os possíveis integrantes da chapa, Haddad ressaltou a trajetória política dos nomes envolvidos e afirmou que qualquer decisão contará com seu apoio.
Segundo ele, todos os pré-candidatos possuem experiência administrativa, projeção nacional e histórico de atuação pública.
O petista também afirmou que a discussão ultrapassa os limites de São Paulo e envolve acordos políticos em nível nacional.
Disputa ao Senado influencia negociações
Grande parte das conversas gira em torno da definição das candidaturas ao Senado.
Nos bastidores, Lula teria demonstrado preferência para que Marina Silva e Simone Tebet disputem as vagas senatoriais em São Paulo.
A avaliação de aliados é que Marina pode contribuir para ampliar o desempenho eleitoral do grupo político na capital paulista e na região metropolitana, enquanto Tebet teria potencial de crescimento em cidades do interior do estado.
França resiste à hipótese de ser vice
Um dos principais impasses envolve Márcio França.
Ex-governador de São Paulo, ele tem demonstrado resistência à possibilidade de ocupar a vaga de vice-governador.
Segundo interlocutores, França busca viabilizar um mandato a partir de 2027, especialmente após ter sido derrotado na disputa pelo Senado em 2022.
Mesmo diante das divergências, Haddad evitou demonstrar preferência e afirmou que está disposto a apoiar a decisão que for construída pelo PSB em conjunto com as lideranças nacionais da aliança.
Definição segue em aberto
Com mais de um ano até o início oficial da campanha eleitoral, a formação da chapa ainda depende de novas negociações entre PT, PSB e demais partidos aliados.
A expectativa é que as definições avancem nos próximos meses, à medida que o cenário eleitoral para o Governo de São Paulo e para o Senado se torne mais claro.


