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Violência política em MS: ameaças, ofensas e atentados marcam últimos dois anos

Violência política em MS: ameaças, ofensas e atentados marcam últimos dois anos

Estudo revela o aumento das agressões motivadas politicamente no estado, com casos de ataques e intimidações.

Nos últimos dois anos, Mato Grosso do Sul foi palco de diversos casos de violência política, que vão desde ofensas e ameaças até atentados. O Panorama da Violência Política e Eleitoral no Brasil, divulgado recentemente, revelou que o estado registrou um atentado, oito ameaças, uma agressão física, quatro ofensas e um caso de criminalização entre 2022 e 2024, período analisado pela pesquisa. Os dados refletem um aumento nos casos de violência política no país, que teve, em média, um incidente a cada 15 horas.

O estudo, que abrange os casos ocorridos de 1º de novembro de 2022 a 27 de outubro de 2024, indica que Mato Grosso do Sul foi afetado por uma série de violências de diversas naturezas, com destaque para ameaças e atentados. Entre os exemplos mais graves, destaca-se o ataque à casa da prefeita de Jardim, Clediane Areco Matzenbacher (PP), no dia 29 de setembro de 2024, quando sua residência foi alvejada a tiros, em um atentado que ela acredita ter motivação política.

O aumento da violência política no estado é parte de uma tendência nacional, com 714 casos registrados no período analisado. O estudo aponta que o ano de 2024, durante as eleições municipais, foi particularmente violento, com 558 casos de violência eleitoral em todo o Brasil. As categorias de violência incluem atentados, agressões físicas, ameaças e ofensas, sendo a política o principal motor dessas agressões.

A pesquisa, coordenada pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global, sublinha que, em muitos casos, a motivação política não é diretamente confirmada, mas os indícios são suficientes para incluir os episódios na análise. Em Mato Grosso do Sul, as violências são indicativas de um ambiente político tenso, onde a intimidação e o medo parecem estar se tornando parte do cotidiano de muitas lideranças locais.

Autoria: Sarah Pacini

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